domingo, 14 de junho de 2015

Há 101 anos nascia o profeta e bispo de Cajazeiras: Zacarias, José Antonio de Albuquerque

*A CATEDRAL DE CAJAZEIRAS E SUA HISTÓRIA *

A Catedral em construção
A Igreja Catedral é um dos símbolos mais importantes de fé cajazeirense e o principal cartão postal da cidade. No dia 31 de janeiro de 1937 foi lançada a pedra fundamental para a construção da nova Catedral de Cajazeiras.

A igreja ainda sem o relógio
Com uma procissão que se iniciou em frente ao Colégio Nossa Senhora de Lourdes, o bispo Dom João da Mata e os padres Gervásio Coe- lho e Vicente Freitas, e mais Acácio Rolim, juntamente com os fiéis católicos de Ca- jazeiras, chegaram até o terreno pela Rua Padre Rolim, onde foi celebrada uma missa com a presença de várias autoridades da cidade bem como o prefeito do município, Joaquim Matos de Sá.

Com o relógio já instalado
Depois desta primeira procissão, outras foram realizadas, partindo de diversos pontos da cidade, onde existiam pedreiras, para que os fiéis, em sinal de colaboração para a construção da Catedral, conduzissem pedras na cabeça para edificar a Catedral. Ao leste da futura catedral já estava sendo erguido o Palácio Episcopal e ao oeste, o famoso casarão do coronel Peba, que era considerado o cidadão mais rico de Cajazeiras.

Dom João da Mata foi transferido de Cajazeiras no ano de 1941, sem ver o seu sonho concretizado: o de concluir a construção da Catedral.

Sua torre tem 52 metros de altura e foi construída durante quatro anos, por decisão do quarto bispo da Diocese de Cajazeiras, Dom Henrique Ge- lain, que foi nomeado em 14 de janeiro de 1945.  Dom Gelain lançou uma campanha: “doe um tijolo e construa sua Igreja”. Essa campanha foi mais além, pois houve muitas doações de tijolos, telhas, pedras, cal e muitos outros materiais, e a torre foi edificada.

Dom Luiz do Amaral Mousinho
Dom Gelain foi substituído por Dom Luiz do Amaral Mousinho, que depois foi substituído por Dom Zacarias Rolim de Moura, sendo que este assumiu os destinos da Diocese em 26 de julho de 1953. Dom Zacarias tomou a decisão, mesmo sem estar concluída, fazer a nova catedral funcionar.

No dia 20 de janeiro de 1957, um domingo, às 17 horas, aconteceu a transladação solene da imagem de Nossa Senhora da Piedade para a nova catedral, não concluída, e a posse do novo vigário Francisco Paulo Licarião.

A casa de Mãe Aninha onde tudo começou
A Matriz de Cajazeiras, construída por Mãe Aninha, nos idos de 1836, que hoje é a Igreja Nossa Senhora de Fátima – que foi a primeira Capela da cidade, era denominada de Catedral de 1915 até 1957.

A torre da Catedral, devido a sua altura, é vista pelos quatro cantos de Cajazeiras, e  mesmo de uma distância longínqua para quem está chegando à cidade através das estradas ou rodovias. Seus relógios localizados nas quatros janelas da torre, estão sempre marcando a hora certa da cidade, fazendo com que os cajazeirenses e cajazeirados que não dispõem de relógios, não atrasem seus compromissos do dia-a-dia. Quando não existiam os relógios na torre, as janelas da Catedral era um dos lugares onde a meninada e os jovens gostavam de escalar as escadarias internas bem estreitas da torre e lá de cima apreciar em 360 graus Cajazeiras e adjacências.

Quando eu morava em Ca- jazeiras, lembro-me  muito bem que os sinos da torre da Catedral anunciavam aos cajazeirenses e cajazeirados que já estava se aproximando o início da Santa Missa. Do anúncio com relação à nova nomeação de padres tocava de hora em hora. E também anunciava o a- manhecer, o meio dia e o início da noite. Assim a população sabia exatamente a hora do almoço ao meio dia e a hora de retornar de suas atividades no final da tarde para o seu lar. Hoje, fica mais difícil ouvir as badaladas dos sinos da Catedral, devido a poluição sonora dos carros de som, das sirenes das ambulâncias, dos carros de polícia e muitas vezes, da própria casa do vizinho onde os jovens gostam de ouvir o som muito alto.



PEREIRA FILHO
Radialista
Brasília – DF






quarta-feira, 15 de abril de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

Jornal Flash registra fato de 1954 em Cajazeiras “Casamento de Gisalda Cartaxo e Abdon Cipriano”

Hoje encontrei em minhas imagens uma reprodução de um Antigo jornal trazendo comentários sobre vida em sociedade de Cajazeiras na década de 50. 
Cavalcante Junior

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Vamos lá, quem é este casal?

     
     José Palmeira Sobrinho nasceu na cidade de Juazeiro do Norte casado com Dona Letícia era açougueiro no mercado aonde hoje tem o seu nome,
     Consultado sobre Zé Palmeira como era conhecido, o ex-prefeito  Francisco Matias Rolim o definiu como uma pessoa entusiasta, comunicativo e disposto a agir tanto em seu benefício como em benefício de outrem. 
     Continuando Chico Rolim, após consultas nos seus "papéis" comentou sobre a trajetória política do vereador Zé Palmeira, eleito pela primeira Vez em 1951

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Seu cabo, vá desarmar aquele indivíduo Chico Nitão!

Senado Feudal
Padre Aristides
Rio – Piancó é cidade ilustre e não é de graça. Foi lá que a Coluna Prestes travou o único grande combate no Nordeste, morrendo, entre outros, o padre Aristides, comandante da resistência. O batalhão da Coluna estava sob o comando de um tenente baixinho e valente: Cordeiro de Farias.
João Pereira Gomes, promotor, começou carreira em Piancó. Na feira, passava o coronel Chico Nitão: 2 revólveres na cintura e uma cartucheira na barriga. O promotor chamou o cabo:
– Seu cabo, vá desarmar aquele indivíduo.
O cabo arregalou os olhos:
– Senhor doutor promotor, desarmar logo o coronel Chico Nitão?
– E eu quero saber quem é o coronel Chico Nitão? Vá desarmar, é a lei
PIANCÓ
O cabo foi buscar o delegado, tenente Sobreira, que se espantou:
– Doutor promotor, o senhor mandou desarmar o coronel Chico Nitão?
– Mandei, tenente. Não me interessa quem seja. É a lei.
Integrantes coluna prestes
– Doutor promotor, o coronel é gente famosa, herói da região, combateu vários grupos cangaceiros, Lampião, Antonio Silvino, até com a Coluna Prestes ele brigou. Ele tem esse privilégio de andar armado.
– E eu com isso? É a lei. Vou cumprir a lei.
– Doutor promotor, alguns anos atrás apareceu por aqui um promotor igualzinho ao senhor, jovem e homem da lei. Mandou desarmar o coronel Chico Nitão e o coronel respondeu:
 – Diga ao doutor promotor que as minhas armas só saem da cintura debaixo de festejo. E o promotor morreu.
– Bem, tenente, sendo assim, suspenda a operação, que vou à capital conversar com o governador.
João Pereira Gomes, promotor e homem da lei, foi à capital e nunca mais voltou a Piancó para desarmar o coronel Chico Nitão.
CHICO NITÃO
Essa história, que Piancó conhece e o saudoso José Américo de Almeida contava, tem 80 anos. É de antes da Revolução de 30. Um tempo muito antigo, de poderes muito atrabiliários. E o Brasil era um País feudal.
Hoje, mudou. O Brasil há muitos anos deixou de ser um País feudal para ser um País legal. Tem uma Constituição jovem e moderna. Tem instituições discutidas e aprovadas por uma imensa maioria eleita pela Nação. Não há mais coronel Chico Nitão decidindo o que quer e o que não quer, o que pode e o que não pode. O tempo dos Chico Nitão passou.
O Senado precisa decidir se é um Senado Federal ou Senado Feudal. 
Jornalista Sebastião Nery
 

sábado, 1 de novembro de 2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

*Padre Rolim Pintor*

O Padre Heliodoro Pires, o primeiro biógrafo do Padre Rolim fala das informações do Padre Silvano de Sousa de que o padre-mestre executou pinturas numa igreja. Além dele, o Cônego Florentino Barbosa no seu artigo “Relíquias do Padre Rolim pertencentes ao Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba” diz que “encontrou um quadro pintado por ele a lápis representando a morte de Cristo, assistido por São João e N. Senhora.



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

S.O.S. Edifício OK

  Construído pelo empresário José Lira Campos, em 1936,  o “Edifício OK” foi um dos primeiros “Center Comercial” instalados no sertão paraibano. Estrategi- camente, está situado na esquina da rua Joaquim Costa (antiga rua da Feira Velha) com a Avenida Pre- sidente João Pessoa. Era dotado de uma superestrutura consti- tuída de cinema (Cine Teatro Éden), um clube social (O Excelso Club) confeitaria, mo- derna e atraente sorveteria, uma bem montada barbearia, salão de bilhar e até fábrica de gelo. Um marco na história do empreendedorismo ca- jazeirense. O prédio na época em que foi edificado chamava atenção da população, dado o seu estilo arrojado, baseado no neo-cubismo (tendência artística das primeiras décadas do século vinte, criada pelos pintores Georges Braque e Pablo Picasso). Era um ponto de convergência da sociedade, que de sua parte superior, contemplava as grandes festas carnavalescas e os gigantescos comícios das campanhas eleitorais na Praça João Pessoa. A sua construção foi sem dúvida um grande acontecimento para a vida social da cidade e por algum tempo, o orgulho da população. Mas mesmo com suas linhas e traços que marca a arquitetura moderna de hoje, não foi o bastante para convencer o empresariado local de sua viabilidade comercial e abandonado, esquecido, agoniza em direção as ruínas. É uma pena, infelizmente.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Otacílio Jurema, o homem e o mito

     Morreu Otacílio Jurema, mas o mito continua. O mito do homem sério, corajoso e de bom coração. Na galeria das expressões maiores da vida pública de Cajazeiras e da Paraíba, estará sempre a figura humana e ex- traordinária de Dr. Otacílio Guimarães Jurema. O tempo passa e o seu exemplo raro de intelectual, médico, político, homem de ação e prestígio, continua na lembrança dos que o conheceram e na memória do povo cajazeirense. 
     
     Otacílio Jurema. O homem e o mito. Uma lição de vida pautada na honestidade na dedicação à Medicina na solidariedade e na grandeza do seu espírito público em defesa dos humildes e dos interesse maiores da cidade de Cajazeiras. 
     As pessoas admiravam-no pela franqueza e coragem. Era só desafiá-lo! E aguardar o protesto sincero, sem demagogia, de quem fustigava consciências e humilhava até poderosos. De forma sucinta, vamos mostrar: 


A TRAJETÓRIA DE UM LÍDER 
     
Inauguração Praça D Moisés Coelho, oradora Angelita Tavares
     1923 – colação de grau na Faculdade de Medicina. 
O jovem médico 
     1924 – formado, Dr. Otacílio Jurema chegava à Cajazeiras. Foi o primeiro médico a fazer residência na cidade. 
     1927 – os doutores, Otacílio e Celso matos montaram na rua Tenente Sabino, onde funcionou o OBJETIVO, a clínica CASA DE SAÚDE MIGUEL COUTO. 
     1929 – exerceu durante alguns meses atividades médicas na cidade de Bauru – SP. 
     1930 – na Revolução de Outubro foi tenente médico do 23° Batalha de Caçadores, com sede no Ceará. 
     1936 – no dia 27 de janeiro, iniciou sua vida pública como vereador do município de Cajazeiras. 
     1947 – Secretário de Educação e Saúde do Estado da Paraíba no governo de Oswaldo Trigueiro. 
     1950 – médico do Hospital do IPASE em Campina Grande – PB.  
     1951 – prefeito do município de Cajazeiras em seu primeiro mandato.
     1954 – compõe chapa para o Senado Federal, sendo titular o empresário João Cavalcanti de Arruda e o Dr. Otacílio. Suplente assumindo o mandato por quase 3 anos. 
     1959 – prefeito municipal de Cajazeiras no seu segundo mandato.
     1963 – deputado estadual da Paraíba com grande atuação no plenário da Assembleia Legislativa. 
1966 – Candidato outra a Deputado Estadual. Não logrando êxito e, decepcionado, abandonou a política.
1987- faleceu em 10 de agosto, em sua residência, na Rua Victor Jurema, esquecido, cercado apenas pelo carinho dos seus cães, pássaro e alguns amigos.
MEIO SÉCULO DEPOIS 
Posse do Dr. Otacílio Jurema como prefeito em 1963
     Estamos em 1954 e a campanha para escolha do novo prefeito já está por toda a cidade. O Dr. Otacílio aponta os seus candidatos: o empresário Antônio Cartaxo Rolim e como vice Dr. Vicente Leite Rolim que enfrentarão o agropecuarista Acácio Braga Rolim, ao lado do poeta Cristiano Cartaxo, seu vice. Já o Dr. Otacílio era convidado a integrar como suplente a chapa do Dr. João Cavalcanti Arruda, candidato do PL ao Senado da República. O médico Otacílio era uma forte liderança que despontava nos sertões, e em toda a Paraíba, conhecido por sua dignidade, ação humanitária, honestidade, e, acima de tudo, como um defensor dos humildes. 

Homenageado por Juarez Távora
     Eleições de outubro de 1954. Vieram os resultados das urnas com algumas surpresas. Senadores João C. Arruada 110.000 votos, Argemiro de Figueiredo 109.416 votos e Francisco de Assis Chateaubriand B. de Melo, 103.716 votos. 
     Há dois fatos interessantíssimos nesta disputa para o senado. Os primeiros Dr. Otacílio Jurema foi o mais votado dos suplentes. Detalhe marcante a sua quantidade de votos foi maior que a do segundo senador eleito, Dr. Argemiro de Figueiredo, de grande prestígio político em Campina Grande e na capital do estado, além de ter sido interventor da Paraíba. Era, sem dúvida, a presença do prestígio e da força política de Cajazeiras, no cenário político paraibano. 
     
Com Juscelino Kubitschek 

     O segundo fato interessante: o Dr. João Cavalcanti de Arruda, filho de Bonito de Santa Fé, residente em São Paulo, empresário, venceu um dos maiores caciques da televisão e do radiojornalismo brasileiro, o todo-poderoso dos Diários Associados, o paraibano de Umbuzeiro, Dr. Assis Chateaubriand, mecenas das artes e pioneiro da tv, no Brasil. Como suplente, o Doutor Otacílio assumiu o mandato por quase três anos, com nobreza de ideias e competência, sempre em defesa da região e do seu estado, tornando-se, na época, o filho mais ilustre dos Sertões do Rio do Peixe, na Câmara Alta do País. Teve atuação brilhante no senado. No ano de 1958, proferiu um 
O Senador Otacílio Jurema visitando os flagelados da seca de 1958
dos mais belos discursos sobre o tema A SECA NO NORDESTE, uma verdadeira peça oratória, chamando a atenção de todo o parlamento. Mas o Rio de Janeiro não o encantou. A paixão telúrica por Cajazeiras era maior. E o Doutor volta para ser, outra vez, o prefeito da sua terra e fica junto do seu povo e amigos. 
Na posse segundo mandato em 1959 com o governador Pedro Gondim
 Dr. Otacílio, uma popularidade que virou legenda. O nosso Senador do Sertão.
Os  grandes comícios com passeatas inesquecíveis com a frasqueira presente em peso.
Inauguração da sede do Fórum que ficava no pavimento superior da Prefeitura
Na posse segundo mandato em 1959 com o governador Pedro Gondim
Uma das suas últimas fotos na sua resicência