domingo, 6 de novembro de 2016

A HISTÓRIA DO PREFEITO QUE FOI CONFUNDIDO COMO PAPA-FIGO!

     Pesquisando na net 
vi uma postagem do blog da Rádio Cultura FM de Cajazeiras (PB) traz uma postagem jocosa da vida do ex-prefeito Francisco Matias Rolim a cerca de uma curiosa passagem em sua vida da década de 60.
Acometido de hepatite teve que se recolher ao sítio da Serra da Arara para cumprir as recomendações médica de absoluto repouso.
Seus adversários não vacilaram e espalharam o boato que ele tinha virado um papa-figo e o remédio ideal para a cura da doença era FÍGADO DE MENINO. Imaginem?
O boato provocou maior rebuliço na zona rural cajazeirense. As mães prendendo os filhos em casa com medo de serem pegos e levados para o papa-figo comer.
Incrível, mas o boato funcionou.

   "HISTORIA COMPLETA DE SEU CHICO ROLIM ON DE ELE FOI CONFUNDI-DO PELO O PREFEITO PAGAFIGO DE CRIANÇAS E PASSOU PELO UM VEXAME GRANDE E A-LÉM DO MAIS AS MU-LHERES DE CAJAZEIRAS E REGIÃO NA ÉPOCA QUE NÃO QUERIA MAIS NEGÓCIO COM ELE E ESCONDIAM OS MENINOS COM MEDO, ELE MESMO CONTA EM SUA NARRATIVA NO CADERNO DE CONTOS E HISTORIAS . LEIAM BEM LENTO E DEVAGARINHO QUE VOCES VERÃO CULTURA COM "C' E NÃO "KUL KULTURA" AFINAL FAÇO COMO DIZ OS MIÓ". 
      "Superinteressante é que Francisco Matias Rolim, o famoso Chico Rolim, teve um pro-blema de saúde de hepatite e já na política como era um homem forte e destemido, além de líder considerado, com inveja as oposições inventaram um movimento que Chico Rolim por estar com hepatite e ter ido passar um mês no sitio Arara para se tratar e ficar mais a vontade inventaram que ele tinha virado papa fígado e ai espalhou a noticia o que deixou muitas mães de família assombrada na região. Ele foi prefeito de Cajazeiras PB e Deputado Federal e escreveu o primeiro livro de sua autoria primeira edição e em Brasília editou a segunda edição' e em São Luís a terceira edição.
     "Ele nasceu no dia 06 de dezembro 1922 no sitio Melão município de Umari Ceará. Perdeu o seu pai, Matias Duarte Passos, antes de 03 anos de idade o seu pai. Seu estudos foram apenas numa escola da área rural de sua comunidade apenas aprendeu a Carta do ABC, A Cartilha completa, Primeiro livro, Segundo Livro, Terceiro livro, Quarto livro e um ma-nuscrito isto no ano de 1936 e interessante é que na comunidade não tinha o estudo sobre matemática e ai, ele aprendeu as 13 lições da tabuada com a professora Maria Júlia uma escolinha particular que funcionava próximo ao açougue central, hoje a residência Zé Sa-cristão".
Chico Rolim com o ex-govenador Wilson Braga, 
prefeito Zé Gonçalves de Bom Jesus 
e o ex-deputado Edme Tavares
     "CHICO ROLIM não gostava de zoada de rádio e para tanto não gastava um vintém com propaganda ou dava dinheiro aleatoriamente as rádios por isso não foi muito compreendido, só que ele gosta de rádio admira o trabalho das emissoras de rádio ele fazia assim o que vamos expor aqui neste documentário.
     1) Que em 1963 não existia Colégios, gratuitos, em Cajazeiras e hoje existem três: Colégio Comercial Municipal Monsenhor Constantino Vieira, Colégio Estadual e o Colégio, Professor Hildebrando Leal?
     2) Que o Colégio Comercial Municipal desde que quando encampado pelo o Prefeito Francisco Matias Rolim, as despesas são pagas pelos cofres da Prefeitura Municipal, atingindo a cifra de Ncr$ 40.000.00 anual? 
     3) Que em 1963 a matricula de alunos das Escolas Municipais eram de 1208 e logo no ano de 1964 aumentou para 2737 alunos? 
     4) Que o município mantinha apenas 62 professores primários contratados e efetivos e logo em 1964 o Prefeito Francisco Matis Rolim aumentou o quadro para 132?
     5) Que o Prefeito Francisco Matias Rolim construiu mais Grupos Escolares de que todos os seus antecessores? 
     6) Que o Prefeito Matias Rolim, para criar um Escola em que qualquer Sitio do Município, basta saber que ali existem crianças em idade escolar? 
     7) Que o Prefeito Francisco Matias Rolim, foi o único na Paraíba ou talvez no Brasil que modificou o calendário escolar do seu Município,tendo com isto beneficiado a população rural, uma vez que que ás férias da Zona Rural é justamente na época em que os pais de famílias, mais precisam do trabalho dos seus filhos menores, sendo os meses de férias Fevereiro, Março,Abril e Setembro? 
     8) Que o Prefeito Francisco Matias Rolim criou uma gratificação especial para as Professoras da Zona Rural, que parte de 50%,até 100% dos seus vencimentos de conformidade com a freqüência comprovada em cada escola?
     9) Que as semanas Universitárias foram mantidas no Governo Francisco Matias Rolim, as quais recebera ajuda financeira da Prefeitura, alem de outras contribuições? 
     10) Que a construção do Colégio Estadual foi iniciada no Governo Pedro Moreno Gondim, administrado pelo o Prefeito Francisco Matias Rolim e mesmo assim deixaram de constar os seus nomes na placa inaugural? 
    11) Que existe em Cajazeiras três Bibliotecas Públicas, denominada de Francisco Matias Rolim? 
     ESSA ÉPOCA CAJAZEIRAS SE DESENVOLVIA, O EX-PREFEITO CHICO ROLIM SE TIVESSE JUSTIÇA E RECONHECIMENTO ESTA CIDADE ERA PAR A SER CHAMADA DE CIDADE DE CHICO ROLIM PORQUE FOI O MAIOR BEM-FEITOR DESTA CIDADE, AGORA O POVO DE CAJAZEIRAS TEM PROBLEMAS GRAVES DE SAÚDE ATRAVÉS DA SURDEZ E DO ESQUECIMENTO".

Fonte: NET RÁDIO CULTURA FM CAJAZEIRAS 
Ilustração do nosso blog


Meu primeiro encontro com a morte.


A primeira vez que me deparei com a morte em setembro de 1963, dez anos incompletos.
Aproveitando um longo feriado, domingo dia 6 (domingo) e dia 7 (segunda) dia da independência do Brasil, fui com meus pais e irmãs se encontrar com os primos no sítio Arara do meu avô, não havia programa melhor do que aquele para mim. Ficar solto, correndo pelas moitas, subindo a serra, matando passarinhos, tomar banho no belo açude, tudo que era possível a uma criança da época.
Nesta algazarra se viu um carro riscar, coisa não muito comum naqueles idos, no horizonte da entrada do sítio. Alguma novidade, com certeza! A meninada corria pra ver o que era. Desceram uns senhores sisudos, sem muita conversa, e foram diretos falar com papai, na época prefeito eleito da cidade, próximo à sua posse.
Não entendemos nada já que a conversa foi a portas fechadas, logo vi papai e mamãe com os olhos marejados de lágrimas e ar de que o mundo tivesse acabado.
Foi um Deus nos acuda direto para Cajazeiras, ou melhor, para o Hospital Regional de Cajazeiras. Ficamos no carro com a Dazima a nos vigiar. Voltaram chorando. Ao chegarmos à nossa casa, à Rua Padre Rolim nos fundos da prefeitura municipal já era grande a multidão e o chororó mais ainda.
Não entendi toda a extensão de que acontecia ao redor, nunca tinha me deparado com situação igual. Morte era uma coisa muito vaga para mim.
O ambiente era lúgubre. Tio Matias era o caçula dos irmãos de papai. Ele morreu exatamente no primeiro final de semana depois em que tinha sido anunciado o resultado da eleição de prefeito municipal com a vitória de papai. Tio Matias tinha ido, pela manhã, ao distrito sousense de São Gonçalo com a família na sua recém-comprada Rural Willys, em outro carro ia também com a família, o irmão Micena, na volta numa curva o carro capotou ceifando a sua vida e de duas moças que os acompanhava. Não se conhece ou enterro igual em Cajazeiras.
Foto-legendas deste interregno de tempo:


Fernando Simão, ainda hoje dono de um salão de barbearia no calçadão de Cajazeiras, não abria mão de levar em todos os enterros da cidade, a haste encimada com o crucifixo que abria o cortejo fúnebre.
O já eleito prefeito de Cajazeiras com o fumo do luto do irmão na aba do paletó, hábito em desuso nos tempos atuais.
Já no ano de 1964, uma ano após a perda do irmão, Francisco Rolim já prefeito  ainda não havia abandonado o seu fumo lutuoso. Na foto com o Secretário de Educação do Estado da Paraíba e o empresário Raimundo Ferreira.
Na missa se sétimo dia do irmão na catedral da cidade com a presença das autoridades municipais.
Ainda consternado pela recente morte do irmão, Francisco Matias Rolim recebe o leme da cidade das mãos do prefeito, Dr. Otacílio Jurema, que ora encerra o seu profícuo mandato à frente dos destinos da cidade do Padre Rolim.

A HISTÓRIA DO PREFEITO QUE FOI CONFUNDIDO COMO PAPA-FIGO!

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 Superinteressante é que Francisco Matias Rolim, o famoso Chico Rolim, teve um problema de saúde de hepatite e já na política como era um homem forte e destemido, além de líder considerado, com inveja as oposições inventaram um movimento que Chico Rolim por estar com hepatite e ter ido passar um mês no sitio Arara para se tratar e ficar mais a vontade inventaram que ele tinha virado papa fígado e ai espalhou a noticia o que deixou muitas mães de família  assombrada na região. Ele foi prefeito de Cajazeiras PB e Deputado Federal e escreveu o primeiro livro de sua autoria primeira edição e em Brasília editou a segunda edição.
Ele nasceu no dia 06 de dezembro 1922 no sitio Melão município de Umari Ceará. Perdeu o seu pai, Matias Duarte Passos, antes de 03 anos de idade o seu pai. Seu estudos foram apenas numa escola  da  área  rural de sua comunidade apenas aprendeu  a Carta do ABC, A Cartilha completa, Primeiro livro, Segundo Livro, Terceiro livro, Quarto livro e um manuscrito isto no ano de 1936 e interessante é que na  comunidade não  tinha o estudo sobre  matemática e ai, ele aprendeu  as 13 lições da tabuada com a professora Maria Júlia uma escolinha particular que funcionava próximo ao açougue  central, hoje a residência Zé Sacristão.
Chico Rolim com o ex-govenador Wilson Braga, Zé Gonçalves e Edme Tavares
CHICO ROLIM não gostava de zoada de rádio e para tanto não gastava um vintém com propaganda ou dava dinheiro aleatoriamente as rádios por isso não foi muito compreendido, só que ele gosta de rádio admira o trabalho das emissoras de rádio ele fazia assim o que vamos expor aqui neste documentário.
1) ...Que em 1963 não existia Colégios, gratuitos, em Cajazeiras e hoje existem três: Colégio Comercial Municipal *Monsenhor Constantino Vieira, Colégio Estadual e o Colégio, Professor Hildebrando Leal*?
2) Que o Colégio Comercial Municipal desde que quando encampado  pelo o Prefeito Francisco Matias Rolim, as despesas são pagas pelos cofres da Prefeitura  Municipal, atingindo a cifra de Ncr$ 40.000.00 anual?
3) Que em 1963 a matricula de alunos das Escolas Municipais eram de 1208 e logo no ano de 1964 aumentou para 2737 alunos?
4) Que o município mantinha apenas 62 professores primários contratados e efetivos e logo em 1964 o Prefeito Francisco Matis Rolim aumentou o  quadro para 132?
5) Que  o Prefeito Francisco Matias Rolim construiu mais Grupos Escolares de que todos os seus antecessores?
6) Que o Prefeito Matias Rolim, para criar um Escola em que qualquer  Sitio do Município, basta saber que ali existem crianças em idade escolar?
7) Que o Prefeito Francisco Matias Rolim, foi o único na Paraíba ou talvez no Brasil que modificou o calendário escolar do seu Município,tendo com isto beneficiado a população rural, uma vez que que ás férias da Zona Rural é justamente na época em que os pais de famílias, mais precisam do trabalho dos seus filhos menores, sendo os meses de férias Fevereiro, Março,Abril e Setembro?
8) Que o Prefeito Francisco Matias Rolim criou uma gratificação especial para as Professoras da Zona Rural, que parte de 50%,até 100% dos seus vencimentos de conformidade com a freqüência comprovada em cada escola?
9) Que as semanas Universitárias foram mantidas no Governo Francisco Matias Rolim, as quais recebera   ajuda financeira da Prefeitura, alem de outras contribuições?
10) Que a construção do Colégio Estadual  foi iniciada no Governo Pedro Moreno Gondim, administrado  pelo o Prefeito Francisco Matias Rolim e mesmo assim deixaram de constar  os seus nomes na placa inaugural?
11) Que existe em Cajazeiras três Bibliotecas Públicas, denominada de Francisco Matias Rolim?

  ESSA ÉPOCA CAJAZEIRAS SE DESENVOLVIA, O EX-PREFEIRO CHICO ROLIM SE TIVESSE JUSTIÇA E RECONHECIMENTO ESTA CIDADE ERA PAR A SER CHAMADA DE CIDADE DE CHICO ROLIM PORQUE FOI O MAIOR BEMFEITOR DESTA CIDADE, AGORA O POVO DE CAJAZEIRAS TEM PROBLMAS GRAVES DE SAÚDE ATRAVÉS DA SURDEZ E DO ESQUECIMENTO. 
 Fonte: NET RÁDIO CULTURA FM CAJAZEIRAS
 Ilustração do nosso blog

sábado, 5 de novembro de 2016

Mãe Aninha, a nossa Senhora!

Rafael locutor de rádio, o breve

Cumprindo plenamente os requisitos pelo seu bom timbre de voz, perfeita dicção e boa entonação, ele estava per- feitamente na condição de realizar o seu sonho de ser radialista e pertencer a robusta e famosa galeria destes profissionais cajazeirenses.
Isto o motivou a procurar Mozart Assis, proprietário da pioneira Difusora Rádio Cajazeiras e como exímio farejador de novos talentos não titubeou e o acatou o pedido.
Radiante e seguro que veria o seu sonho seria realizado e chegou à hora aprazada. Só que havia uma pedra no meio do caminho: o popular sonoplasta Jiquiri, filho do saudoso maestro Esmerindo Cabrinha que obedecendo às ordens de Mozart lhe entrega um longo texto noticioso para ser lido.
Grande Rafael
Era batata para o nosso querido Rafael, e não teve conversa, com a voz impostada danou-se a ler com tranqüilidade. Porém, havia outra pedra no caminho: uma palavra em Inglês! E Rafael gaguejou e fez sinal para Jiquiri tirá-lo do ar, mas como estava numa ressaca braba, mais dormindo que acordado, o nosso candidato a locutor não foi tirado do ar:
- Eita poorrraaa, caguei o pau!, exclamou o Rafael.
Mozart que tudo assistiu da sua sala, no desespero para o estúdio ainda a tempo de impedir que Rafael continuasse a dizer outros impropérios.
A carreira de radialista, natimorta, virou fumaça!  

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Eu e o velho Pita: Se botarem eu mando tirar!

  Meu último encontro com Dr. Epitácio foi no bar do Pirulito. A data não sei precisar, mas foi numa das minhas constantes idas a Cajazeiras, ainda não tinha sido descoberto, ou pelo menos não era público, o mal que le-varia o velho Pita para sempre. Quando estou em Cajazeiras fico no Bairro Sol Nascente num tugúrio, como definiu Dr. Frassales, num de seus artigos do Ga-zeta do AltoPiranhas,  a casa de Chico Rolim. Realmente muito modesta para quem foi Chico Rolim, grande empresário e político de Cajazeiras. Mas um bom refúgio!
    Mas voltando ao assunto numa das idas ao centro vejo Dr. Epitácio no Pirulito, não titubei, estaciono o carro e vou ao seu encontro. Fui recebido efusivamente. Sempre tive bom relacionamento com Dr. Epitácio, mesmo em épocas que ele estava politicamente em campo oposto à papai. Justiça seja feita, papai e Dr. Epitácio mesmo nesta situação jamais se agrediram, não era estes posicionamentos raivosos que vemos tantos nos dias de hoje.
Mas voltando ao assunto numa das idas ao centro vejo Dr. Epitácio no Pirulito, não titubei, estaciono o carro e vou ao seu encontro. Fui recebido efusivamente. Sempre tive bom relacionamento com Dr. Epitácio, mesmo em épocas que ele estava politicamente em campo oposto à papai. Justiça seja feita, papai e Dr. Epitácio mesmo nesta situação jamais se agrediram, não era estes posicionamentos raivosos que vemos tantos nos dias de hoje.
Dr. Epitácio foi nosso hóspede em São Luís. Veio com a Zarinha e foram dias ótimos conhecendo a cidade. Aconteceu um fato pitoresco, Dr. Epitácio passando pela ponte do São Francisco exclamou espantando: “Oxente, já vi de tudo na vida, mas hoje mesmo vi aqui cheio d’água e agora está seco! Para onde foi a água?”. Aqui há um fenômeno das marés que esvaziam até a altura de 7 metros no pico e é conhecida como as marés de sizígia, aliás, as de São Luís é a segunda maior do mundo. Embaixo da Ponte do São Francisco (ponte que liga o centro velho aos novos bairros da cidade) fica o Rio Anil, um fiapo de água lá embaixo, mas quando a maré enche, as águas chegam bem próximo ao vão da ponte, algo bem volumoso com mais de 1 km de extensão. Com a vazante fica somente o fiozinho de água do rio. Foi este fenômeno que causou o espanto. Sim, mas a vinda do casal não foi turismo, Dr. Epitácio vinha a missão de convencer papai a ser o seu candidato já que o mandato estava expirando. Convenceu, mas papai não obteve sucesso no pleito. Isto foi em 1988 ou 1989.
Voltando a bar do Pirulito, quando o lembrei que Cajazeiras ainda não tinha nada com o seu nome, ele retrucou:

- “Se botarem eu mando tirar!”. Senti o velho Pita ressabiado com a falta da lembrança.


                                         

Foto memória: vereador Francisco Matias Rolim discursa

     O vereador Francisco Matias Rolim discursa sob a vista do presidente da câmara de vereadores de Cajazeiras e à direita o o comandante do destacamento policial.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cena da Política Cajazeirense com Frei Damião

     Pense numa cena, cuja característica assemelha-se com aquelas cenas de humor, típicas nas novelas que retratam a cultura política de pequenas cidades do interior do nordeste.
      Momento assim, cômico e engraçado pode ser visto na imagem abaixo, onde mostra a chegada ao velho aeroporto Antônio Tomás, do Governador Ronaldo Cunha Lima, do Senador Humberto Lucena, do Prefeito José Nelo Rodrigues (Zerinho) e o religioso Frei Damião de Bozzano, todos desembarcando do avião, sendo assediados, tocados, aplaudidos, carregados nos braços por uma população presente, frenética e feliz; num verdadeiro cortejo a chão batido, deslocando em passeata, com reportes de uma das emissoras de rádio local - no caso, a Rádio Alto Piranhas, em estado ufanista com flashes ao vivo do local, transmitindo os sorrisos dissimulados e os discursos infláveis das autoridades citadas durante a inauguração da Praça Cristiano Cartaxo, Posto da Operação Manzuá e pedra fundamental de uma escola pública.  
    Num cenário parecido ao que acontecia nas cidades de Sucupira e Brogodó, com políticos como Odorico Paraguaçú e Patácio, simultaneamente prefeitos das duas cidades.
Francisco Cleudimar F. de Lira 
(Blog Cajazeiras de Amor)



     Em 1993 no aniversário da cidade de Cajazeiras, o prefeito da época, José Nello Zerinho, inaugurou várias obras contando com a particiapação do então governador, Ronaldo Cunha Lima, senador Humberto Lucena e várias outras figuras do meio político. Foi um dia de muita descontração provocado por Zerinho e Ronado Cunha Lima que estavam com ótimo bom humor. 
    Tudo começou com a chegada no campo de pouso, da comitiva do governador, trazendo Frei Damião.


domingo, 23 de outubro de 2016

sábado, 22 de outubro de 2016

O 7 DE SETEMBRO


Confesso: quando criança eu não gostava de desfilar nos desfiles de Sete de Setembro e Dia da Cidade pelas ruas de Cajazeiras. Era um misto de vergonha com pagar mico – palavra que não tinha esse significado à época. Já não chegava ter que cantar o hino nacional todo dia antes do início das aulas e recebendo bronca de professores porque alguns – me incluo - alunos cantavam o hino procurando ficar debaixo de árvores sombrosas, escapulindo do sol das treze horas! Era uma exigência do regime militar através da disciplina Educação Moral e Cívica.
No entanto, eu participava com o maior entusiasmo das marchas desses eventos cívicos. Desfilar pela Rua Padre Rolim, ou ficar parado em frente à prefeitura ouvindo as autoridades pelos alto-falantes – e nunca sabíamos o que elas realmente falavam em suas falações arrastadas e chatas - e recebendo bronca dos professores ou bedéis porque estávamos conversando ou dando pesqueiro, escondido, no coco dos colegas à frente, ou dando bronca e recebendo dos colegas que erravam os passos quando estávamos desfilando, fazia parte da festa. Internamente, nos pelotões em que estávamos, eram constantes as alto-broncas com os colegas: “olha pra frente, seu cara de buceta!”; “ô seu cara de cu, olha o alinhamento!”... E as respostas que se tinha de imediato eram: “vai dá o cu, seu fie de rapariga!”, “vai tomar na buceta da tua mãe, seu fresco!”... Eu não gostava de marchar, mas estava muito contente.
Ver o Tiro de Guerra desfilar também era algo inexplicável pela lente de minha infância, quando ainda não participava dos desfiles. Aqueles soldados todos uniformizados de verde, capacetes, coturnos de couro, perfilados ou marchando sincronicamente, sendo seguidos pela banda do próprio Tiro de Guerra, ouvindo o rufar das caixas e taróis e o som marcial das cornetas, era espetacular. O sol causticante era foda. Eu não gostava, mas no meu âmago, porém, estava lá muito contente.
Quem não gostava de ver aqueles pelotões estudantis desfilando pelas principais ruas de Cajazeiras, depois de mais de mês de ensaio nos colégios! Inda mais porque esses pelotões estavam entremeados por balizas, que eram aquelas meninas de shortinhos, as mais bonitas e as mais gostosas do colégio, agitando um pedaço de vara todo enfeitado, fazendo evoluções, abrindo as pernas num movimento de 180 graus. Ah, isso eu gostava, amava. O que eu não gostava era a espera e a rapidez com que as balizas passavam. Eu não gostava, mas estava muito contente.
Nessas datas cívicas de marchas tínhamos que acordar mais cedo. Minha mãe, mal abria o sol, já estava despejando a gente das redes. Eu não gostava, porém eu estava muito contente.
Então, como explicar esse troço de não gostar e estar muito contente? A questão era que, a responsável por esse meu contentamento se chamava Maria Pereira de Souza, minha mãe. Ela gostava que seus filhos fossem às ruas desfilar. Primeiro, porque, estávamos passíveis de recebermos penas no colégio, como suspensão ou diminuição nas notas, e minha mãe fazia de tudo para não sermos chamados na regulagem com o diretor. Ela não teve oportunidade de estudar em sua vida de gente de roça, por isso se desdobrava em tudo para sermos bons alunos. Sabia ler, e escrever, mas não teve formação escolar, como meu pai, que era autodidata e chegou a ser professor. Minha mãe teve que agüentar no braço a criação da reca de filhos.
Mas o entusiasmo mesmo que ela nos dava, a injeção de ânimo, vinha de outra fonte. Ela prometia para a gente, crianças, uma mesa farta no café antes de irmos pro desfile. E aí, como crianças, o olho glutão de termos à vontade, a bel-prazer: bolo de leite, bolo de ovos, bolo de chocolate, tapioca, ovos frito, pão aguado, pão carteira, pão doce, leite, suco, café, biscoito, queijo, sequilho, e outras guloseimas que a Independência do Brasil nos favorecia. Não dava para lamentarmos a degola de Tiradentes, herói do distante 21 de abril, nem os heróis do 7 de setembro, pois nesta data estávamos preocupados com o derrame culinário caseiro. Naquele momento de comilança, que se danassem os heróis da Independência do Brasil e de outras datas históricas. Em nossa visão infantil havia um contrato: vão ao desfile e tenham fartura!

Eduardo Pereira

E-mail: dudaleu1@gmail.com

Fonte: Blog da AC2B - Associação dos Cajazeirenses e Cajazeirados em Brasília - DF.