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sábado, 5 de novembro de 2016

Rafael locutor de rádio, o breve

Cumprindo plenamente os requisitos pelo seu bom timbre de voz, perfeita dicção e boa entonação, ele estava per- feitamente na condição de realizar o seu sonho de ser radialista e pertencer a robusta e famosa galeria destes profissionais cajazeirenses.
Isto o motivou a procurar Mozart Assis, proprietário da pioneira Difusora Rádio Cajazeiras e como exímio farejador de novos talentos não titubeou e o acatou o pedido.
Radiante e seguro que veria o seu sonho seria realizado e chegou à hora aprazada. Só que havia uma pedra no meio do caminho: o popular sonoplasta Jiquiri, filho do saudoso maestro Esmerindo Cabrinha que obedecendo às ordens de Mozart lhe entrega um longo texto noticioso para ser lido.
Grande Rafael
Era batata para o nosso querido Rafael, e não teve conversa, com a voz impostada danou-se a ler com tranqüilidade. Porém, havia outra pedra no caminho: uma palavra em Inglês! E Rafael gaguejou e fez sinal para Jiquiri tirá-lo do ar, mas como estava numa ressaca braba, mais dormindo que acordado, o nosso candidato a locutor não foi tirado do ar:
- Eita poorrraaa, caguei o pau!, exclamou o Rafael.
Mozart que tudo assistiu da sua sala, no desespero para o estúdio ainda a tempo de impedir que Rafael continuasse a dizer outros impropérios.
A carreira de radialista, natimorta, virou fumaça!  

domingo, 31 de janeiro de 2016

Zeilto Trajano, um expoente da comunicação


     Muitos radialistas não são cajazeirenses e sim cajazeirados, fizeram história na “Cidade que ensinou a Paraíba a ler” e um deles foi marcante na história da radiodifusão de Cajazeiras. Seu nome é Zeilto Trajano de Sousa, que nasceu em Pombal, Paraíba, em abril de 1944. 
 Zeilto casou-se com a senhora Francisca de Lima Sousa e era pai de quatro lindas meninas: Nadja, Alba, Kátia e Márcia. Era filho de Otacílio e Nely, e tinha como irmãos; Socorro, Zelita, Zita, Maria do Carmo e Otacílio Trajano, que também militou ou milita no rádio. 
Ele iniciou suas atividades em Pombal em microfone de serviços de alto falantes, no início da década de 60, em carro de som, que circulava nas ruas de Pombal, fazendo propaganda das Lojas Paulista. Aos sábados ele ficava nas portas da referida loja convocando as pessoas que por ali passavam a entrarem e comprar produtos mais baratos. 
Tempos depois ele foi trabalhar na Difusora Rádio Maringá, de propriedade do senhor Raimundo Lacerda, conhecido por Raimundo Sacristão). Em 1967, Zeilto recebeu convite para trabalhar na Rádio Alto Piranhas, de Cajazeiras, emissora da Paróquia, que era conhecida como a Rádio do Bispo e em pouco tempo que estava nessa emissora começou a exercer o cargo de diretor. Ele também era narrador esportivo da emissora. Zeilto veio a projetar-se na Rádio Alto Piranhas e conquistou audiência com programas criados por ele, a exemplo da “Discoteca Dinamite”, de cunho jornalístico, juntamente com o médico doutor Júlio Bandeira de Melo. Outro programa de Zeilto com grande audiência na região, era aos domingos, “Encontro com Nelson”, onde rolava músicas de Nelson Gonçalves e outros cantores. Ao completar 15 anos com esse programa, ele teve a oportunidade de entrevistar no seu programa o referido cantor. 
Zeilto Trajano teve a oportunidade de transmitir direto de sua cidade, Pombal, através dos microfones da Rádio Alto Piranhas, a Festa do Rosário, a mais conhecida festa religiosa da região. Transmitiu ainda uma festa direto do Pombal Ideal Clube, intitulada “A Paraíba em Uma Noite”. Fez também a cobertura da inauguração da rodovia federal BR 427, que liga Pombal ao Rio Grande do Norte, com a presença do então ministro dos Transportes, Mário Andreazza. 
Ele criou slogans para enaltecer Cajazeiras onde costumava dizer através dos microfones da Rádio Alto Piranhas, “Minha Linda Cajazeiras” e uma vinheta da emissora: “Rádio Alto Piranhas, a única emissora de Cajazeiras, na Paraíba, que o Nordeste conhece”. 
Zeilto também tinha na veia, uma outra habilidade: a música. Ele fundou uma orquestra em Cajazeiras, chamada de “Chaveron”. Tempos depois fundou mais duas orquestras com os nomes de “Chavereque” e “Oritimbó”, que animavam as matinês dos clubes na época dos carnavais de Cajazeiras. Ele compôs uma música carnavalesca intitulada “Maroaje”. 
Depois de 18 anos na Rádio Alto Piranhas, Zeilto foi trabalhar na Rádio Arapuã, de João Pessoa, assumindo a direção comercial dessa emissora e apresentava o programa “Café da Manhã”. Certo dia, foi para o Aeroporto Castro Pinto para fazer a cobertura da chegada do então Presidente da República, Ernesto Geisel, que foi para a Paraíba cumprir agenda de compromissos com o governo do estado. Ao finalizar a transmissão, se sentiu cansado, debruçou no volante do seu carro e começou a passar mal. A partir daí foi levado imediatamente para a Casa de Saúde São Vicente de Paula, de João Pessoa, aonde veio a falecer de aneurisma, em 25 de agosto de 1982. Seu sepultamento foi em Pombal onde teve um grande acompanhamento de pessoas de todas as classes sociais dessa cidade. 
 Eu tive um grande prazer em ter trabalhado com Zeilto Trajano, na Rádio Alto Piranhas, em 1971, e admirava muito o seu jeito de saber cativar as pessoas com sua simplicidade, seu caráter e dinamismo. Junto com Zeilto e demais colegas da emissora, viajei para São José de Piranhas (Jatobá), onde fomos jogar uma partida de futebol de salão, contra uma equipe local. Viajei ainda para Sousa juntamente com a equipe de esportes da Rádio Alto Piranhas, para fazer uma cobertura de um amistoso contra a Seleção de Sousa. Sou um profissional realizado, por ter trabalhado com radialistas de grande nível, a exemplo de Zeilto Trajano, Jota Gomes e Almair Furtado, colegas esses que já partiram para um outro mundo. 


 PEREIRA FILHO É RADIALISTA EM BRASÍLIA/DF

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A voz do Brasil.



Zeilton ao centro

     Além da cultura, Cajazeiras também se destaca na radiofonia. sendo uma das cidades pioneiras do interior do Nordeste na instalação de rádios. A Rádio Difusora de Cajazeiras foi fundada 1938 como difusora e em de 1964 como estação de rádio, logo depois veio a Rádio Alto Piranhas. São histórias e estórias! E muitas!
    Um dos mais irrequietos dos radialistas de Cajazeiras era o famoso e lendário Zeilto Trajano, pombalense dirigiu por muito tempo a Rádio Alto Piranhas, cabeça fria queria ver o mundo pegar fogo para comer peixe assado. A Hora do Brasil é um programa radiofônico de transmissão obrigatória, Zeilto como diretor não poderia deixar de cumprir a séria obrigação, mas a seu modo. Os procedimentos eram, diria, um pouco trabalhosas para todo o universo, menos para Zeilto. Nada de linkar com nada, era só ligar um rádio na Rádio Difusora Cajazeiras junto ao microfone da Alto Piranhas e ia ao ar a Voz do Brasil na Alto Piranhas. Ao final da programa era só soltar os acordes da próprio rádio.

O Raimundo Ferreira convida Zé Adelgildes para implantação da Rádio Cultura em Várzea Alegre

Raimundo Ferreira
    Na campanha de prefeito de Cajazeiras no ano de 1963 entre os candidatos havia um que galvanizou uma parcela importante do e- leitorado, cearense de Várzea Ale- gre e ainda não tinha uma década que morava nestas plagas. Empresário arrojado, ele era dono da Viação Brasília que fazia linha diariamente de Cajazeiras a São Paulo e por isto iniciou a construção de uma estação rodoviária, algo inusitado na década de sessenta, tão revolucionário que seria a primeira do estado da Paraíba.
    A Rodoviária Antonio Ferreira (batizada assim em homenagem ao seu pai), porém não teve sucesso em outra investida: uma estação de rádio que seria a terceira de Cajazeiras. O empresário tentou conseguir a concessão e uma emissora, mas não teve o mesmo sucesso da outra estação que foi a rodoviária. Homem inquebrantável,  já que em Cajazeiras não era possível tentou a cidade de Juazeiro do Norte, também sem sucesso. O entrave maior que Ferreira enfrentou foi o fato de estas cidades já terem emissoras funcionando. Ouvindo pessoas próximas a ele, Raimundo Ferreira, resolveu então, tentar conseguir a liberação de uma emissora para Várzea Alegre.

       No ano de 1974, contando com o apoio do então Deputado Mauro Sampaio, que por sua vez, contou com o apoio de um irmão que, à época trabalhava no Ministério das Comunicações, Raimundo Ferreira finalmente via o seu sonho se realizar. Os esforços não foram em vão e des- ta vez, a concessão para explorar os serviços de ra- diodifusão, foi concedida para a cidade de Várzea Alegre.

Após a liberação da concessão da rádio, Raimundo Ferreira foi valer-se de Cajazeiras, usando dos serviços do Cajazeirense José Adelgides Bastos que já tinha know-how pelo seu trabalho realizado na instalação da pioneira Rádio Difusora de Cajazeiras.
 Raimundo Ferreira e Frei Joaquim para a
bênção das instalações da emissora.

    Com o irrepreensível trabalho de José Adelgides, a Rádio Cultura foi inaugurada em 05 de junho de 1978.
     Naquele dia, Várzea Alegre viveu um dos momentos mais importantes da sua história. Estiveram presentes na solenida- de de inauguração muitas personali- dades. 
       A frequência inicial era de 1530 Khz e a sua potência de 1KW. Os estúdios sempre funcionaram no mesmo endereço de hoje. 
      Com o passar dos anos, a Rádio Cultura vem evoluindo, acompanhando os passos do progresso eletrônico e digital. Hoje, a emissora tem uma das melhores instalações do interior do Estado. E deverá, em breve, aderir ao sistema di- gital de comunicações, que está sendo implantado no Brasil.
Corte da fita simbólica.
Lúcio Alcântara e Raimundo Ferreira
Zé Adegildes na festa de inauguração com Lourival Frutuoso e Pedro Sátiro.
Zé Adegildes visitando os transmissores da rádio.
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SÍNTESE HISTÓRICA DE CAJAZEIRAS

    Cajazeiras, cidade do alto sertão oeste da Paraíba, en- cravada na região do vale do Rio do Peixe, afluente do Rio Piranhas, é uma localidade que tem sua história bem diferente das demais lo- calidades da Paraíba, do Ceará, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Seu nome originou-se de um tio que se denominava "CAJA- ZEIRAS"; acha-se edificada nas terras da Sesmaria que fora concedida em 7 de fevereiro de 1767, pelo Governador da Capitania Jerônimo José de Melo, ao pernambucano Luis Gomes de Albuquerque, um dos colonizadores da região do vale do Rio do Peixe, o qual veio a ser mais tarde, avô materno do Padre Inácio de Souza Rolim, o sábio, o Mestre, o santo, de impe recível memória.
No local do antigo sitio, origem de nossa cidade, segundo os historiadores, existiam numerosas árvores frutíferas da espécie do cajá, motivo pelo qual a localidade fora batizada com o nome de Cajazeiras.
Como núcleo social, político, econômico, e religioso, Cajazeiras tem sua originalidade singular, dentre todas as cidades do Brasil, excetuando-se São Paulo, pois teve como a Metrópole paulista, seus alicerces firmados em um estabelecimento de ensino. "Nasceu ao beiral de um Colégio".
A primeira casa de Cajazeiras (fazenda), foi construída no inicio do Século XIX, no local onde é o atual "Cajazeiras Tênis Clube" (foto). Pode-se dizer: ali nasceu Cajazeiras. A pedra fundamental de sua edificação fora a cada Grande da fazenda, residência de VITAL OE SOUZA ROLIM e ANA FRANCISCA DE ALBUQUERQUE, casal do qual se originou a grande família cajazeirense: GOMES LINS DE ALBUQUERQUE - SOUZA ROLIM COELHO CARTAXO - BEZERRA DE MELO.
Ao lado direito da casa da fazenda VITAL DE SOUZA ROLIM construiu um açude para armazenar água para abastecer os moradores da localidade e serventia para a criação do gado e de animais diversos pertencentes aos proprietários e fazendeiros nas circunvizinhanças.
O Açude Grande depois da ampliação de 1911
Esse açude (foto), que foi um dos fatores primordiais do desenvolvimento desta comu- nidade, posteriormente am- pliado, é o atual "Açude Gran- de" da cidade, cuja principal barragem está localizada entre os clubes: "Cajazeiras Tênis Clube e Clube e 1º de Maio". Esse local É atraente e é um dos mais aprazíveis de nossa cidade. £ a nessa praia; é a praia de Cajazeiras.
Em frente à casa da fa- zenda, ao nascente, no planalto do outro lado co Riacho das Cajazeiras, ANA FRANCISCA DE ALBUQUERQUE construiu, juntamente com os seus escravos, uma pequena casa de oração, que serviu de capelinha da localidade, consagrada a Nossa Senhora da Piedade sob o título de Padroeira da comunidade cristã, que surgiu nestas plagas perdidas nas caatingas bravias do sertão brabo, do sertão selvagem.
Construída a capelinha, ela passou a ser o centro de atração espiritual dos fieis habitantes desta região e servir de abrigo para a celebração dos atos religiosos da familia cristã, que formava o núcleo social, que nascia neste torrão nordestino, sob o signo da fé, dentro das natas, nos tabuleiros desertos, nestas plagas berço das secas e dos cangaceiros, situada nos longínquos sertões do extremo norte da Paraíba.
Mais tarde, alguns anos depois, ao lado norte da capelinha de Nossa Senhora da Piedade (atual Igreja Matriz de N. Senhora de Fátima), foi edificado o Colégio do Padre Rolim (atual Colégio Nossa Senhora de Lourdes). Assim Igreja, Colégio e Açude formaram as três colunas básicas, que serviram de tripé, sobre o qual se levantou e se firmou, como núcleo social, e- conômico, político, religioso e cultural, a nossa querida e progressista cidade de Cajazeiras.
LUIZ GOMES OE ALBUQUERQUE, o velho pernambucano proprietário de todas as terras contidas na Sesmaria que fora concedida pelo Governador da Capitania à sua pessoa, residia na fazenda Lagoa, localizada a sudoeste desta cidade, hoje uma das mais importantes fazendas do Município de Cajazeiras, cujo proprietário ê o senhor JOSÉ LACERDA DE SOUZA, mais conhecido pelo nome do ZEZINHO LACERDA.
As terras do sítio Cajazeiras foram doadas por LUIS GOMES DE ALBUQUERQUE a sua filha ANA FRANCISCA DE ALBUQUERQUE, por motivo do seu casamento com o cearense VITAL DE SOUZA ROLIM, natural do Jaguaribe.
Desse consórcio nasceu entre outros filhos do casal VITAL ROLIM - ANA FRANCISCA, INÁCIO a 22 de agosto de 1800, o qual, dotado de vocação religiosa, iniciou os seus estudos no Crato, Ceará, continuando em Souza, seguindo depois para o Seminário de Olinda, Estado de Pernambuco, onde concluiu o curso de preparação eclesiástica, ordenando-se sacerdote em outubro de 1825.
Em junho de 1948, o então Prefeito Municipal de Cajazeiras, senhor ARSÉNIO ROLIM ARARUMA, de saudosa memória, sancionou um projeto transformado em Decreto-Lei, de autoria do então Vereador de nossa Câmara Municipal, senhor GEMINIANO DE SOUZA, também de saudosa memória, aprovado por unanimidade dos seus pares, instituindo o dia 22 de agosto - DIA DA CIDADE, tornando perene a memória saudosa do PADRE ROLIM.
Desde 1946, Cajazeiras comemora solenemente, todos os anos, a passagem do dia 22 de agosto, dia do PADRE ROLIM, dia de Cajazeiras.
Portanto, devemos frisar bem: o dia 22 de agosto não é a data da fundação da cidade; é sim, a data em que se comemora o aniversário de nascimento do fundador de Cajazeiras - PADRE INÁCIO DE SOUZA ROLIM.
O PADRE ROLIM, o nosso festejado Padre Mestre, depois de haver lecionado várias matérias, durante alguns anos, nos principais estabelecimentos de ensino de Olinda e de Recife, granjeando fama de cultura e sabedoria, retornou à sua terra natal, onde iniciou a grande e nobre missão de educador, ensinando os sertões da Paraíba a ler.
Em 1843 fundou nesta localidade uma casa de ensino das letras, à qual ele batizou com o nome pomposo de COLÉGIO. Esse Colégio em poucos anos se tornou conhecido e famoso, atraindo alunos, não só das regiões sertanejas da Paraíba, como também dos Estados vizinhos. O Colégio do PADRE ROLIM cresceu, valorizou esta região e foi o fator primordial do nascimento ou edificação da cidade de Cajazeiras, que se singularizou na História do Brasil, tendo, como a Capital de São Paulo, os seus alicerces firmados sobre as bases sólidas de um estabelecimento de ensino.
Cajazeiras, fazenda, tornou-se povoado florescente. Pertencia ao município de Sousa. "Por Lei Provincial no 5 de 29 do agosto de 1859, a capela feita por ANA FRANCISCA DE ALBUQUERQUE (mãe do Padre Rolim), foi elevada à categoria de Matriz, passando a ser sede Paroquial. Pela mesma Lei foi criado o Distrito de Cajazeiras. Pela Lei provincial no 9 de 23 de novembro de 1863, foi criado o “Município de Cajazeiras, cuja sede foi elevada ã categoria de vila, desmembrando-se do município de Sousa. A instalação do Município de Cajazeiras se deu a 20 de Junho de 1864 assumindo o governo municipal o Padre JOSÉ TOMAZ DE ALBUQUERQUE, primeiro Chefe da edilidade cajazeirense. Pela Lei no 616, de 10 de junho de 1876, Cajazeiras foi elevada a categoria de cidade com a criação da Comarca respectiva".
E bom que se diga aos cajazeirenses e ao povo que habita nesta terra do Padre ROLIM, que era junho de 1976, Cajazeiras estará completando cem anos de cidade.
Cajazeiras depois de trinta e oito anos de sua elevação à categoria de cidade foi constituída Sede Episcopal. Pela Bula Pontifícia - "MAJUS ÇATOLICAE RELIGIONIS INCREMENTUM" -, de 6 de fevereiro de 1914, do Santo Padre Pio X, foi criada a Diocese de Cajazeiras, que teve o seu 1o Bispo um cajazeirense, bisneto de ANA FRANCISCA DE ALBUQUERQUE e sobrinho-avô do Padre Rolim, Dom MOISÉS COELHO, de saudosa memória, nomeado por Sua Santidade o Papa BENTO XV.
Com a criação e instalação da Diocese, Cajazeiras tomou novos rumos, traçando novas metas para o seu desenvolvimento. Cresceu. Prosperou. E continua crescendo. E continua prosperando, sobretudo no campo da educação e da cultura das letras. Cajazeiras está cumprindo o seu destino de cidade MESTRA, pioneira da educação nos sertões da Paraíba. Temos uma casa do ensino superior, a Faculdade de Filosofia, Ciências o Letras; temos 6 estabelecimentos de ensino de 1 o e 2 o grau; um Seminário Diocesano; mais de uma dezena de Grupos Escolares do Estado  e do Município espalhados na área das zonas urbanas e suburbanas de numerosas escolas primárias isoladas.
No campo industrial, Cajazeiras quase não tem o que apresentar. O que temos mais importante, nesse setor, são duas usinas de beneficiamento de algodão, com o aproveitamento dos subprodutos.
Com um comércio bem desenvolvido e próspero, Ca- jazeiras, no setor de transporte rodoviário, está bem servida. Mantém, diariamente, diversas linhas de transporte rodoviário, ligando-a com todas as capitais do Nordeste, com o Sul do País, inclusive São Paulo.
Hospital Regional de Cajazeiras
No setor das finanças temos três casas de crédito bancário: Agência do Banco do Brasil, Agência da Caixa E- conômica Federal e Agência do Banco do Estado da Paraíba.
Além de tudo isto podemos enumerar ainda: os serviços de abastecimento d'água, energia elétrica, comunicações tele- fônicas, inclusive uma estação do Micro-ondas, duas bandas de música, três cinemas bem instalados, um Hospital Regional, uma Maternidade, um pavilhão (anexo ao Hospital) para tratamento de tuberculosos, um Posto de serviço médico de urgência do INPS, um ambulatório do FUNRURAL e uma Agência do INPS.
Cajazeiras, como núcleo social, surgiu despretensiosamente no cenário das comunidades interioranas. Entretanto, hoje é uma das grandes cidades da Paraíba, com mais de 30 mil habitantes, possuindo mais de 7.500 prédios. E uma cidade feliz, de povo ordeiro e pacato. Atualmente temos à frente do Governo municipal um Prefeito moço e dinâmico, o jovem Bacharel ANT0NI0 QUIRINO DE MOURA, que, em dois anos e meio de administração, apresenta aos seus municípios volumoso acervo de melhoramentos e benefícios executados a bem do desenvolvimento da comunidade, sobressaindo-se a construção do moderno prédio sede da Biblioteca Pública Municipal. O Prefeito ANT0NI0 QUIRINO, logo de inicio, conquistou a simpatia e a confiança do povo, recebendo a consagração da comunidade cajazeirense com o "SLOGAN": - O PREFEITO DA ESPERANÇA.
Concluindo, temos o orgulho santo e satisfação imensa de apontar ao povo de nosso terra, como fator máximo do progresso atual de Cajazeiras, as duas emissoras locais: - Difusora Rádio Cajazeiras (a pioneira) e Rádio Alto Piranhas (a caçula). Ca- jazeiras, no cenário social, e- conômico, político, cultural e religioso de todo o Nordeste do Brasil, é uma cidade bem conhecida, bastante simpatizada e muito valorizada , graças á atuação eficiente da divulgação de tudo o que se passa em nossa comunidade, através dos programas e noticiários dessas duas emissoras, que elevam e dignificam a nossa terra, comprovando que Cajazeiras é mesmo o berço da cultura dos sertões oeste da Paraíba.
Com isto, vemos, com alegria e muita satisfação, que Cajazeiras não parou; e não pode parar; continua e continuará para a frente, marchando, com esperança e otimismo, para o grande encontro com o Ano 2.000, porta do entrada para o século XXI, o Século das grandes e terríveis decisões da Humanidade— 1974.
02-07-1975 - No interior do Cine-Teatro Apoio XI, ã noite, grande explosão de uma bomba-relógio provocou pânico na cidade o causou ferimentos graves em 4 pessoas, das quais, duas perderam a vida dias depois. Esse misterioso atentado foi considerado pelas autoridades competentes como ação terrorista.
26-07-1975 - Visita oficial do Governador IVAN BICHARA SOBREIRA, à sua terra natal, o qual foi condignamente recepcionado, rece- bendo carinhosas homenagens dos seus conterrâneos.
22-08-1975 - Foi inaugurada, com grande solenidade presidida pelo Governador IVAN BICHARA SOBREIRA, a Agência do Banco do Estado da Paraíba S/A. Funcionou em prédio particular, na Avenida Presidente João Pessoa. Atualmente acha-se instalada e funcionando em sede própria, de estética moderna, localizada no Centro Administrativo Integrado.
26-01-1977 - Quarta-feira - Faleceu o Decano dos Mestres de Cajazeiras - Professor CRISPIM COELHO, em sua residência, à Rua Padre ROLIM, nesta cidade, com a idade de 105 anos.
30-01-1977- Pela Lei Municipal n9 617, foi fundado o jornal NOVA ERA, órgão oficial do Município de Cajazeiras.
31-01-1977- Inauguração do moderno edifício da Câmara Municipal construído pelo Prefeito ANTONIO QUIRINO DE MOURA, localizado na Praça ANA FRANCISCA DE ALBUQUERQUE, Mãe Aninha, mãe do Padre Mestre ROLIM.
31-01-1977 - Com a presença de autoridades, representantes das classes sociais, perante grande multidão de povo foi empossado solenemente o Prefeito FRANCISCO MATIAS ROLIM (FOTO), que assumiu pela segunda vez o mandado de Chefe do Poder Executivo do Município.
21-08-1977 - Inauguração solene da nova e moderníssima sede da Agência da Caixa Econômica Federal de Cajazeiras, localizada na Rua Juvêncio Carneiro. A solenidade contou com a presença do Governador do Estado, Dr. IVAN BICHARA SOBREIRA. Estiveram presentes ao ato, além de autoridades, representações de classes e povo em geral, altos funcionários dirigentes da Caixa Econômica Federal.
17-06-1978 - O Governador IVAN BICHARA SOBREIRA, acompanhado de vários assessores, procedeu a inauguração solene do Centro Administrativo Integrado de Cajazeiras, uma das grandes obras de sua fecunda administração. O acontecimento foi muito importante, teve larga repercussão neste Município e nos demais municípios de toda região do sertão oeste da Paraíba.
06-10-1978 - Sob intenso entusiasmo dos cajazeirenses foi inaugurada a Agência do Banco do Nordeste, nesta cidade, localizada na Avenida Presidente João Pessoa. A solenidade da inauguração foi presidida pelo Governador D0RGIVAL TERCEIRO NETO, e contou com a presença das mais destacadas autoridades do setor administrativo social e econômico, do nosso Estado e dos Estados vizinhos. Também se achavam presentes funcionários de elevada hierarquia nos altos escalões da administração do Banco do Nordeste. Foi uma festa bonita e muito agradável.
19-08-1979 - Com imponente solenidade foi inaugurada a Avenida Comandante Vital, a mais nova, a mais bela e a mais moderna via pública de nossa cidade. Essa Avenida, que é uma justa e honrosa homenagem de Cajazeiras à memória de um dos seus antepassados maiores, foi aberta, planejada e construída pela administração do Prefeito FRANCISCO mATIAS ROLIM. £ uma obra digna dos aplausos de todos os cajazeirenses.
05-10-1979 - Inauguração da Agência do Banco Brasileiro de Desconto - BRADESCO - localizada na Praça Dom João da Mata, nesta cidade. Foi um acontecimento muito importante para Cajazeiras. A presença do BRADESCO, em nosso meio, valorizou o sistema econômico- financeiro de nossa terra.
03-02-1980 - Universidade Federal da Paraíba inaugura V Campus Universitário de Cajazeiras. Foi um acontecimento de grande significação para a história de Cajazeiras e do sertão do Rio do Peixe e do Rio Piranhas, o que ocorreu nesta cidade, no domingo, 3 de fevereiro de 1980, às 18 horas, lá no Alto Belo Horizonte, no bairro das Casas Populares - a inauguração do V Campus Universitário de Cajazeiras. Funciona num edifício imponente, talhado na moderna arquitetura, ostentando três pavimentos, é considerado, em nossa região, a "Obra do Século”.