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sábado, 4 de março de 2017

Antônia Maria de Lima - NOVENTA E NOVE

Foi através de dona Erotildes Holanda que pude colher alguns dados sobre a pessoa de Toinha, como também era conhecida. Solteira, natural de Santa Helena, PB. Nasceu em 13 de junho, o ano ela não soube precisar. Não sabemos como, nem quando chegou a Cajazeiras. Ao chegar a nossa cidade, era uma pessoa aparentemente saudável, porém demonstrava uma certa inquietude. Passou a morar com Francisca Holanda Neta, conhecida por dona Neta; esta se mudou para João Pessoa, não sendo, então, possível levar Toinha. Com a mudança de dona Neta, Toinha passou a ter uma vida conturbada, já que deixara de ter residência fixa.
Passou, assim, a vida, num eterno vai e vem de Cajazeiras ao sítio, no município de Santa Helena, onde dizia residirem seus parentes, os quais não chegamos a conhecer. Com a ausência de dona Neta, Toinha passou a receber o apoio, a generosidade c os cuidados de dona Erotildes e suas Filhas.
A essa altura dos acontecimentos, Toinha começou a apresentar distúrbios mentais, por não ter recebido um tratamento adequado e pela falta do carinho da família. Tais problemas foram se agravando no decorrer do tempo. Sabemos que, quando uma pessoa é acometida dessa doença, a própria comunidade encarrega-se de piorar a situação, colocando apelidos e tratando-a com discriminações; com ela não poderia ser diferente.
Com a doença, ela começou a imaginar e ter paixões por pessoas da cidade, como por exemplo, o médico Waldemar Pires Ferreira (foto), Dr. Antônio Quirino, Etiene e outros. No decorrer dos anos, a doença foi se agravando, Toinha foi perdendo vigor da vida e cedo envelheceu. Surgiu, então, o bendito apelido que a deixava bastante nervosa e furiosa; “noventa e nove”.
Era uma pessoa muito conhecida na cidade, andava muito pelas ruas e tinha como lugar preferido as repartições públicas, onde tinha passagem livre. Sempre visitava meu local de trabalho à procura de livros, cadernos e lápis, levando sempre consigo rosas, para me presentear. Andava limpa e com bijuterias, brincos, anéis, pulseiras e colares.
Guardo várias lembranças de Toinha, e uma delas foi quando, na cerimônia de casamento de Maria das Neves com Tarcísio Lira, ela lá estava. Para fazê-la feliz por alguns minutos e também tornar a cerimônia mais descontraída, convidei Toinha, com a permissão da noiva, para usar a calda do véu da mesma, formando na cabeça dela uma grinalda; a sua satisfação e alegria foram enormes, fato este registrado em fotografia.
Ela poderia está na maior alegria, mas, para que essa felicidade terminasse, bastava alguém chamar ou dizer ‘noventa e nove'; isso era suficiente para ela chamar palavrões ou “mundo cair”, ou também quando lhe perguntavam por um daqueles com os quais ela se dizia enamorar.
   Lembro-me também, confirmado por dona Erotildes, que o Dr. Iemirton Braga chamou-a de “noventa e nove” foi o suficiente para que ela apedrejasse seu carro, causando-lhe sérios prejuízos. Diante desse fato, o referido médico tratou de encaminhá-la para um tratamento na colônia Juliano Moreira em João Pessoa, o qual durou apenas seis meses.
Numa determinada madrugada, Erotildes e suas filhas acordaram ao ouvir alguém chamá-las por seus nomes; ao abrirem a porta tamanha surpresa sentiram ao se deparar com Toinha, acompanhada de uma enfermeira que tinha acabado de receber alta do hospital. Erotildes não pensou muito, acolheu-a como se fosse uma pessoa sua, ou como uma missão dada por Deus.
Toinha não era mais a mesma, estava mais velha, cadavérica, suja e com piolhos. Sentiram dó... Regina e suas irmãs ao verem a situação de Toinha trataram de dar-lhe os primeiros cuidados. Alimentando-se bem e com os devidos cuidados, ela foi se recuperando, o estado físico melhorou, menos a doença mental.
Apesar de ter sempre contato com o apoio e os cuidados da família Holanda, Toinha, em suas crises, ‘"tirava dos cachorros e jogava Holanda”, usando sempre a frase: “a lua falta uma banda, e quem comeu foi os Holanda”.
Para nossa surpresa e dos Holanda, no dia 31 de maio de 1993, Toinha veio a falecer em companhia de seus familiares. Ela teve uma trajetória de sofrimento, desprezo e dificuldades. Foi mais uma no meio de muitas “Antônias”, que, por ironia do destino, perdeu o de mais precioso do ser humano que é a saúde mental.
Esperamos que o nosso Pai Eterno tenha acolhido Toinha no céu, como dona Erotildes e suas filhas fizeram aqui na terra.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Zé Palmeira, deixou seu nome marcado no Olimpo político de Cajazeiras

     
     José Palmeira Sobrinho nasceu na cidade de Juazeiro do Norte casado com Dona Letícia eraçougueiro no mercado aonde hoje tem o seu nome,
     Consultado sobre Zé Palmeira como era conhecido, o ex-prefeito  Francisco Matias Rolim o definiu como uma pessoa entusiasta, comunicativo e disposto a agir tanto em seu benefício como em benefício de outrem. 
     Segundo Chico Rolim,  Zé Palmeira e dona Letícia tiveram 22 filhos, sem nenhum gêmeos, ou seja, 22 partos, muitos no mesmo ano, bastando completar os 9 meses da gestação. Ele pede quem pode informar se houve em Cajazeiras um casal com mais filhos?
     Continuando Chico Rolim, após consultas nos seus "papéis" comentou sobre a trajetória política do vereador Zé Palmeira, eleito pela primeira Vez em 1951, um fenômeno nesta eleição,  Dr. Waldemar Pires Ferreira, ele teria sido o mais, ficando com o segundo lugar. Outro detalhe histórico foi nesta legislatura eleita a primeira vereadora da história cajazeirense: Rita de Cassia Assis, eleita pela UDN.
     Zé Palmeira foi reeleito em 1959  como o terceiro mais votado, reelegendo sucessivamente até a legislatura de de 1969.
      Zé Palmeira veio a falecer na sua terra natal aonde voltou a morar, mas deixou seu nome marcado no Olimpo político de Cajazeiras.



      O cajazeirense Jozaque Silva, hoje residente em Manaus deu este depoimento sobre Zé Palmeira:

"Seis da manhã meu pai me mandava comprar carne na banca do seu Zé Palmeiras, depois tomava café e me mandava pro armazém, estudava no Gremio Escolar, Diretora Nicinha era carrasca..."

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ANTÔNIO AQUINO DE ALBUQUERQUE

      O brilho próprio do cidadão e deputado Edme Tavares não ofuscou igual qualidade dos seus pais e de seus irmãos e irmãs.
      Seu Aquino nasceu em Cajazeiras, mantendo residência, inicialmente, na Praça João Pessoa e, posteriormente, na tradicional casa localizada na Av. Padre Rolim, artéria em que residiam filhos ilustres de nossa terra, como Dr. Juca Peba, Timóteo Pereira, Inácio Assis, Chico Matias, Midu, Rita Assis, Dr. Ferreira, entre tantos outros moradores ilustres.
      Formado em Ciências Contábeis, em Recife-PE., ele exerceu atividades ligadas à sua formação, como contador em várias firmas locais. Também militou no meio empresarial como proprietário de loja de imóveis, localizada na Av. Epifânio Sobreira.
      No plano empresarial e social, foi membro de diretorias de Cooperativas e Clubes Sociais, desempenhando suas funções dentro de um padrão de seriedade e responsabilidade, aspectos enaltecidos pelos seus contemporâneos.
      Os fins de semana, ele com sua esposa Dona Honorina Tavares de Albuquerque e seus filhos desfrutavam da labuta diária na sua Fazenda Pau d’Arco, sendo ele próprio um frequentador assíduo das vaquejadas que se realizavam na Fazenda Serrote.
      Dona Honorina, como seu esposo, além de católica praticante, como o era toda a sua família, também se dedicou à missão de ensinar às gerações de sua época. Como professora, lecionou no Colégio São Luiz e na Escola Normal Dom Moisés Coelho; desempenhou a função de Secretária do então Prefeito de Cajazeiras, Hidelbrando Leal – gestão de 1929 a 1935 –; foi colaboradora da revista Flor de Lis e desempenhou a missão de Presidente da Associação das Voluntárias.
      De personalidade comunicativa e dotada de enorme generosidade, envolveu-se em diversas ações filantrópicas e em projetos sociais, como colaboradora de obras assistenciais, tendo participado diretamente da arrecadação de meios de natureza financeiras destinados à construção da Catedral de N.S. da Piedade, nos tempos do saudoso Dom João da Mata Amaral.
      De casal tão religioso, influente e consciente de sua missão, sempre presentes e atentos na formação religiosa e educacional dos seus filhos, tendo lhes transmitido o melhor exemplo de caráter e responsabilidade não poderia ter surgido prole tão eminente: o saudoso amigo Edme Tavares, político empreendedor, hoje é reconhecido como um dos filhos mais ilustres de nossa terra; Reginaldo, médico reconhecido em toda a região pela sua atuação como Presidente da UNIMED – Norte/Nordeste; Ednaldo, engenheiro civil, com relevantes serviços prestados à antiga SAELPA, tornou-se empresário na área de restaurantes – Mangai e Nau; Edna, licenciada em Letras Neolatinas e Pedagogia; Edneide, com formação superior em Administração Pública e Serviço Social, desempenhou a função de Auditora Federal de Controle Externo do TCU; Regina, com formação superior em Administração Pública e Serviço Social.
      Dentre os irmãos de Seu Aquino, que residiram em Cajazeiras, vêm-nos à memória Adauto, Nestor, Mariauta e Francisquinha Albuquerque; como irmãos de Dona Honorina, citamos Tomé, José e Angelina Tavares.
      O casal Aquino/Honorina desfrutava da amizade mais próxima dos casais Antônio Dutra/Alzira, Álvaro Marques/Ana Júlia, Moacir Amaral/Dorinha, Antônio Rolim/Fortunata, Deusdedit Leitão/Maria José, Monsenhor Abdon Pereira, Dr. Otacílio Jurema, Profª. Vitória Bezerra, entre outros.
      São todos personagens que nos vêm à lembrança, fazendo-nos rememorar uma cidade ainda provinciana que cultivava o saudável hábito das visitas e conversações noturnas sob a brisa quase sempre quente das noites cajazeirenses.

Fonte: Coisas de Cajazeiras


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Professor Adauto Vieira



     Foi no Sítio Prensa, na época município de Sousa, hoje pertencente a Aparecida, que no dia 14 de novembro de 1919, nasceu Adauto Vieira da Silva. 
     Aprendeu as primeiras letras com o próprio pai, que era professor. No ano de 1955, fixou residência em Cajazeiras, onde prestou exame de admissão para ingressar no Colégio Comercial de Cajazeiras, onde concluiu o curso de Técnico em Contabilidade, em 1964. A sua turma concluinte é ainda hoje lembrada pela realização de uma famosa viagem ao Rio de Janeiro. Neste período era Diretor do Colégio Comercial o Monsenhor Vicente Freitas. 
     Adauto tornou-se professor de estatística após a transferência de Possidônio Moreira, que era agente fiscal do Estado para João Pessoa e foi aí que o Monsenhor Vicente Freitas o convidou para lecionar neste tradicional estabelecimento de ensino da cidade de Cajazeiras. Foi durante um longo período abnegado servidor do município. 
     Adauto foi também, a exemplo do pai, professor particular. Dava aulas, em Cajazeiras, a diversos alunos. Preparava-os para fazer o exame de admissão ao curso ginasial. 
     O professor Adauto exercia também uma outra atividade: era comerciante de roupas feitas e com o seu jeito sempre muito educado e solicito atendia aos seus inúmeros clientes.
     Adauto casou-se no dia 22 de novembro de 1953, com Dona Clotilde Moreira da Silva (in memoriam), na tradicional capela do Sítio Cipó, hoje município de Cachoeira dos Índios, tendo feito Bodas de Ouro de seu venturoso enlace matrimonial no ano passado.
     Deste casamento nasceram quatro filhos: Maria Salomé, solteira, reside em Cajazeiras, é licenciada em História pela Universidade Federal da Paraíba, não exerce a profissão e atualmente é comerciária; José Mário Moreira Vieira, formado em Administração de Empresas, reside em Jundiaí, Estado de São Paulo, onde é comerciante e é casado com Adorívia Vieira e tem dois filhos: Igor e Ananda; Clemente Moreira Vieira, Bioquímico, residente na cidade de Denise, Mato Grosso, onde exerce a profissão e é casado com Rosineide Vieira e tem dois filhos: Igor e Felipe e o quarto filho do casal é Inês, casada com Wilson, residentes em Teresina e tem dois filhos: Iasnaia e Wellinson.
   O professor Adauto residia há muitos anos na rua Dr. Coelho, em Cajazeiras e era um cidadão muitíssimo respeitado pelos seus ex-alunos, pelos amigos e pela sociedade cajazeirense. Foi um modelo de cidadão, digno de ser imitado e é sempre muito bom e gostoso conversar com ele sobre Cajazeiras e sua história. Adauto foi um cajazeirado que honra a cidade que escolheu para morar, trabalhar e viver com dignidade a sua aposentadoria de professor e comerciante. 
     Faleceu em sua residência no último dia 5 de dezembro, aos 97 de idade.

    GAZETA DO ALTO PIRANHAS - ED. 309 - 12 a 18/11/2004


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Quem era o homem que atacou Cajazeiras?

    Sabino Gomes de Góis, alusivamente conhecido com “Sabino das Abóboras” nasceu na Fazenda Abóbora, localizada na zona rural do município de Serra Talhada/PE, próximo a fronteira com a Paraíba pertencente ao respeitado coronel Marçal Florentino Diniz pai de Marcolino Pereira Diniz. No local eram criadas grandes quantidades de cabeças de gado, havia vastas plantações de algodão, engenho de rapadura e se produziam muitas outras coisas que geravam recursos. Também existem dois riachos, denominados Abóbora e da Lage, que abastecem de forma positiva a gleba.
     Sabino era filho da união não oficial entre o coronel Marçal Florentino Diniz e uma cozinheira da propriedade. Consta que ele trabalhou primeiramente como tangedor de gado, o que certamente lhe valeu um bom conhecimento geográfico da região. Valente, Sabino foi designado comissário (uma espécie de representante da lei) na circunvizinhança da fazenda Abóbora, 
      Para alguns estudiosos do cangaço teria sido Sabino que coordenou a vinda do debilitado Lampião para ser tratadopelos médicos José Lúcio Cordeiro de Lima e Severino Diniz de um ferimento no pé ocasionado pelo confronte do chefe do cangaço com a polícia na localidade de Serra do Catolé. E que a amizade entre “Lampião” e o filho bastardo deMaçal Diniz, teria nascida na Fazenda Abóbora e se consolidado a ponto deste último se juntar ao “Rei do Cangaço” e seu bando, em uma posição de destaque, no famoso ataque de cinco dias ao Rio Grande do Norte, ocorrido em junho de1927.
       Asseguram também que a inserção de Sabino no cangaço se deu em razão do assassinato de um primo legitimo seu de nome Josino Paulo surdo-mudo, morto por Clementino Quelé - conhecido por tamanduá vermelho, nas pilhérias do cangaço. Por outro lado a corrente, que defende o ataque a cidade de Souza como porta de entrada de Sabino no bando de Lampião. Fato esse que veio a antecipar o afastamento do líder cangaceiro ao poderoso coronel  Zé Pereira, de Princesa, cunhado de Marcolino Diniz.
       Entre 1921 e 1922, acompanhou seu meio irmão Marcolino para Cajazeiras. Marcolino Pereira Diniz desfrutava de muito prestígio político. Era presidente de clube social, dono de uma casa comercial e do jornal “O Rebate”. Tinha franca convivência com a elite cajazeirense. Sabino por sua vez era guarda costas de Marcolino e andava ostensivamente armado. Nesta época Sabino passou a realizar nas horas vagas, com um pequeno grupo de homens, pilhagens nas propriedades da região.
      Foi através do Cel. Marcolino, que Sabino trouxe para residir na cidade sua mãe Maria Paula - carinhosamente chamada pelas pessoas de Vó e suas quatros filhas: Maria, Geni, Alaíde - Nazinha e Maria de Lourdes - Delouza.
      Em 13 de março de 1928, já completando um ano da ousada investida a cidade de Mossoró/RN, Sabino se dirigeu com Lampião e seu bando para a região do cariri cearenses, entrando nas terras alencarinas pelos lados de Macapá, atual Jatí, indo em direção a Fazendo Pirraça de seu Antônio da Pirraça. Arranchados nas terras da fazenda o bando de Lampião foi alcançado pela volante de Arlindo Rocha e numa noite de chuva forte e muito relâmpagos no céu, Sabinoe mais outros comparsas, se deslocaram até a sede da fazenda, para buscar munições e armas, e ao atravessar por um"passadiço" de uma cerca, foi iluminado por um relâmpago, sendo visto e alvejado rapidamente pelos homens de Arlindo Rocha. Era a morte e o fim de Sabino das Abóboras.
      Poucos cangaceiros foram tão cultivados, fora o chefe

sábado, 11 de junho de 2016

Lembranças do GRUPO ESCOLAR DOM MOISÉS COELHO



Na década de 50 meus pais José e Maria Pereira de Souza moraram em diversas ruas de Cajazeiras, porque pagavam aluguel, e como último endereço moraram na última casa da Avenida Presidente João Pessoa, e ficava quase colada ao baldo do Açude Grande. No final do ano de 1958 meu pai comprou uma casa na Rua Pedro Américo, ao lado do prédio das Freiras, próximo a Praça do Espinho.


Morando nesta rua, fui matriculado no Grupo Escolar Dom Moisés Coelho, que fica em frente a Praça do Espinho. Portanto, foi neste grupo que cursei o primário e, logo a seguir, o admissão. Ao mesmo tempo, estudei na Escola de Artes Industriais, próximo a este estabelecimento de ensino.
Do Grupo Dom Moisés Coelho tenho muitas lembranças, porque lá tinha um campinho de futebol e era lá que eu jogava bola com meus amigos. Muitas vezes, a bola quando não era de borracha ou de couro, era feita com uma meia de sapato e com enchimento de bucha - que os mecânicos usavam para limpar o óleo do motor de carro. Cito alguns nomes de colegas que faziam parte do time ou dos times: Virgílio Augusto, William Carioca, Edmar Tebejim, Eudimacir de seu Moacir, Reudim e Nenen de dona Nazaré Lopes, Gutim de seu Germano, Gilberto de dona Odília, Giquirí de seu Esmerindo Cabrinha, meus irmãos Toinho, Valdin, Eduardo e Ivaldo, entre outros e outros.
Lembro-me que na beira do campinho tinha um tanque de alvenaria, que não sei informar quando foi construído e para qual finalidade. Quando chovia, esse tanque acumulava água e dentro dele tinha muitos sapos (cururuzão), pedaços de paus e pedras. Esse tanque só servia de assento para os jogadores, que ficavam na reserva e não davam muita importância para os cururus. A gente só tinha problema para não jogar quando o vigia do grupo, seu Expedito, que muitas vezes não deixava a garotada jogar bola, saía correndo atrás da gente com pedaço de pau, nos ameaçando quem teimasse em jogar.
Outra coisa que me lembro do Grupo, era o seu pavilhão muito grande, local onde na hora do recreio todos os alunos se dirigiam para lá e participavam das rodinhas de bate-papos, das paqueras e das pequenas brincadeiras. O pavilhão era composto de cantina, despensa onde se guardava os mantimentos e dois sanitários. Lembro-me ainda que na hora do recreio o Grupo fornecia um copo de leite em pó (conhecido como leite de posto) para cada aluno – esse leite era doado pelo governo americano através do programa “Aliança para o Progresso”. Ficávamos em fila para receber o copo de leite – eram copos grandes de plástico nas cores verde, rosa e branca. O leite era bastante forte e se tomado muito, às vezes causava diarréia. Mesmo assim, quando sobrava leite, a merendeira, que não me lembro o nome dela – esposa de Seu Zé Vilar – distribuía o restante para quem quisesse. Muitas vezes me arrisquei a tomar vários copos e depois acontecia o pior.
As festas juninas eram realizadas no pavilhão, que ficava decorado, conforme a tradição junina. Outros eventos eram realizados lá. Muitas vezes ficávamos no pavilhão perfilados para cantarmos o Hino Nacional, antes de iniciar as aulas. O grupo também participava das comemorações do Dia da Cidade, do desfile de 7 de Setembro, entre outros. Somente os ensaios da banda filarmônica do Grupo eram realizados no pavilhão, já os ensaios com a banda e todos os alunos eram realizados ao redor da Praça do Espinho.
Dona Angelina Tavares, diretora do grupo, era muito rigorosa com os alunos. Dos vários professores que lecionaram no grupo lembro-me de Antônio Donizete; de dona Alzenir Batista – esposa de seu Cícero do Foto Recife; de dona Clizelite Pinheiro Assis – mãe de Bira; de dona Nilcéia Claudino; de dona Ilma Braga – esposa do Sargento Carvalho; de dona Marizete, entre outros mais.

PEREIRA FILHO
Radialista – Rádio Nacional AM
Brasília – DF
jfilho@ebc.com.br


terça-feira, 31 de maio de 2016

Votação de Candidatos nas Eleições 1963


 

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL




TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DA PARAÍBA


Cargo: Prefeito






Município: Cajazeiras











Votação de Candidatos nas Eleições 1947







Eleitorado 3.206

Votos Nulos 0
Votos Brancos 0

Candidato Partido /
 Votos
Situação



1
881 - Arsenio Rolim Araruna UDN
1936
Eleito



2
882 - Manuel Cavalcanti de Lacerda PSD
1270












Cargo: Vice-Prefeito





1
881 - José Bandeira de Melo UDN
1796
Eleito



2
882 - Acacio Rolim PSD
1352



















Votação de Candidatos nas Eleições 1951


Votos Nulos 26
Votos Brancos 61




Eleitorado 8.910





Total apurado 5.488

Abstenção 3.422 - 38,4%



Candidato Partido /
 Votos
Situação



1
881 - Otacilio Jurema PL
3142
Eleito



2
882 - Cristiano Cartaxo Rolim UDN
2259












Cargo: Vice-Prefeito





1
881 - José Bandeira de Melo UDN
1796
Eleito



2
882 - Acacio Rolim PSD
1352

























Votação de Candidatos nas Eleições 1955

Votos Nulos 0
Votos Brancos 0



Eleitorado 10.450




Total apurado 5.625





Candidato Partido /
 Votos
Situação



1
882 - Antonio Cartaxo Rolim SRHP
3103
Eleito



2
881 - Acacio Rolim SRHP
2522












Cargo: Vice-Prefeito





1
882 - Vicente Leite Rolim SRHP
2988
Eleito



2
881 - Cristiano Cartaxo Rolim SRHP
2595




















Votação de Candidatos nas Eleições 1959









Eleitorado 10.450

Votos Nulos 0
Votos Brancos 0


Total apurado 5.625






Candidato Partido /
 Votos
Situação



1
84 - Otacilio Jurema PSP
2755
Eleito



2
85 - Sabino Rolim Guimarães PTB
1776




3
90 - José Rodovário de Alencar PL
700












Cargo: Vice-Prefeito





1
85 - Dr Epitácio PTB
2547
Eleito



2
84 - Newton Simões de Souza PSP
2201




3
90 - Geminiano de Souza PL
299





















Votação de Candidatos nas Eleições 1963







Eleitorado 8.038

Votos Nulos 77
Votos Brancos 75

Total apurado 7.024

Abstenção 1.014 12,6%


Candidato Partido /
 Votos
Situação



1
886 - Francisco Matias Rolim UDN
2413
Eleito



2
887 - Acacio Braga Rolim PSD
2195




3
883 - Raimundo Ferreira PSB
2120




4
901 - José Leite Furtado PL
144












Cargo: Vice-Prefeito





1
889 - Abdiel Rolim PRT
2090
Eleito



2
883 - Júlio Bandeira PSB
1303




3
886 - José Donato Braga UDN
1232




4
887 - Itamar Lavor PSD
1015




5
885 - Vicente Leite Rolim PTB
727




6
901 - Ulisses Mota PL
175

















Votação de Candidatos nas Eleições 1969







Eleitorado 8.038

Votos Nulos 38
Votos Brancos 121

Total apurado 17.479

Abstenção 3.723 -27%


Candidato Partido /
 Votos
Situação



1
11 - Dr Epitácio ARENA
6548
Eleito



2
15001 - Raimundo Correia Ferreira MDB
4224

















































  Dos arquivos de Francisco Matias Rolim