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terça-feira, 4 de abril de 2017

Ô, PÃOZÃO DE ARROBA!


De manhã cedinho eu, ou algum irmão meu, íamos comprar pão pro café na padaria. Cajazeiras tinha várias padarias em várias épocas. Tinha a padaria de ‘seu’ Massilon, pai de Custódio e outros irmãos, que ficava ao lado da igreja dos crentes, a Assembléia de Deus; tinha a padaria de ‘seu’ Zeca, de frente pra praça dos carros, e hoje é o bar de Bibiano; tinha a padaria de Hidelbrando, na Camilo de Holanda; depois apareceu uma padaria mais moderna, que não lembro o nome, na Rua do Armazém de Seu Arcanjo – gosto de personalizar as ruas -; também se podia comprar pão em algumas bodegas, que vinha de alguma padaria; depois na Praça João Pessoa tinha outra padaria; depois... depois... 
Todas essas padarias faziam bons pães, prestavam um bom serviço. As pessoas se dirigiam a elas para comprar seus pães de cada dia. Normalmente na fachada dos prédios dessas padarias se tinha o nome delas pintado, e, geralmente era Timóteo, desenhista de letras, pai de Marcondes, que fazia. Era a identificação delas, era seu marketing. Cajazeiras era abastecida por essa produção de pães em escala. As padarias tinham seus padeiros contratados, tinha seus atendentes. 
Tudo isso é normal. É a lei do comércio. Tudo isso é normal, falei no parágrafo anterior, como também é normal a citação do dito popular de que “toda regra tem exceção”. E onde estava a exceção no feitio do pão de Cajazeiras se todo pão é um alimento feito de massa de farinha de trigo ou outros cereais, com água e fermento, de forma em geral arredondada ou alongada, e que é assado ao forno? A exceção é que se pode trabalhar com esses mesmos ingredientes e se dá sua versão, seu toque mágico, seu segredo, seu carinho com o trigo. 
 Pois em Cajazeiras existia essa exceção, reconhecida por todos. Era um pão singular. Era um pão gostosíssimo, era um pão de dar água na boca, era um pão feito por mãos entendidas de pão. Literalmente era um pão caseiro, pois que era feito em casa, sem identificação de padaria na fachada, sem marketing, sem comercial, sem ajudantes para vendê-lo à freguesia, sem padeiros extras para confeccionar os pães. 
 O responsável por essa particularidade saía pelas ruas de Cajazeiras vendendo seu peixe, ou melhor, vendendo seu pão. Seu marketing, seu comercial estavam agregados à sua voz sonora, a seu cesto sempre novinho, sempre limpinho, sempre coberto com um pano bem alvinho, e ele também sempre bem vestido. Seu jingle era conhecido por todas as pessoas de Cajazeiras, pronunciado de intervalos em intervalos de suas passadas largas – ele era alto, pernas longas - pois que tinha de atender sua freguesia cativa. Anunciava seu pão em um tom que não agredia aos ouvidos de ninguém: “olhaí o jacaré, quem vai querer! olhaí o pãozinho quente na hora, quem vai querer!...”, e quando gritavam por seu nome para comprar o pão ele elastecia seu bordão em um “Ô PÃOZÃO DE ARROBA!”. À tarde ele passava em frente a minha casa – Rua Pedro Américo - por volta das treze/quatorze horas e, quando era lá pelas dezessete horas, estava eu na Praça do Espinho e via-o passar com o cesto, sempre vazio. 
 Quando ele passava na calçada de minha casa meu nariz acompanhava o cheiro do pão do início ao fim da rua. Naquele momento, eu, criança/adolescente, achava uma merda ser pobre, pois não tinha dinheiro para comprar todo dia aquele pão sedutor, agradável, apetitoso, saboroso, deleitoso, e mais todos os adjetivos afins que o Aurélio, o Houaiss e mais o Caudas Aulete tiverem juntos. 
 Se vivo fosse, estaria ele completando ontem, dia 19, 92 anos. Pois esse homem simples, educado, trabalhador, religioso, respeitado por todos os cajazeirenses, pai exemplar, chefe de família de primeira grandeza, deu o melhor que podia a seus filhos. Estudei com sua filha no Colégio Comercial, menina aplicada. Com outro seu filho trabalhei fazendo cadeiras na oficina de ‘seu’ Zé Américo. Um outro era jogador de futebol, e um outro é professor de História. Os nome deles são: Criselite – se não me engano esse é seu nome -, Bartol, Beré e Cabral Filho. E o nome desse ilustre senhor, se chama: SAORA! 
 Eduardo Pereira E-mail: dudaleu1@gmail.com


sábado, 4 de março de 2017

Antônia Maria de Lima - NOVENTA E NOVE

Foi através de dona Erotildes Holanda que pude colher alguns dados sobre a pessoa de Toinha, como também era conhecida. Solteira, natural de Santa Helena, PB. Nasceu em 13 de junho, o ano ela não soube precisar. Não sabemos como, nem quando chegou a Cajazeiras. Ao chegar a nossa cidade, era uma pessoa aparentemente saudável, porém demonstrava uma certa inquietude. Passou a morar com Francisca Holanda Neta, conhecida por dona Neta; esta se mudou para João Pessoa, não sendo, então, possível levar Toinha. Com a mudança de dona Neta, Toinha passou a ter uma vida conturbada, já que deixara de ter residência fixa.
Passou, assim, a vida, num eterno vai e vem de Cajazeiras ao sítio, no município de Santa Helena, onde dizia residirem seus parentes, os quais não chegamos a conhecer. Com a ausência de dona Neta, Toinha passou a receber o apoio, a generosidade c os cuidados de dona Erotildes e suas Filhas.
A essa altura dos acontecimentos, Toinha começou a apresentar distúrbios mentais, por não ter recebido um tratamento adequado e pela falta do carinho da família. Tais problemas foram se agravando no decorrer do tempo. Sabemos que, quando uma pessoa é acometida dessa doença, a própria comunidade encarrega-se de piorar a situação, colocando apelidos e tratando-a com discriminações; com ela não poderia ser diferente.
Com a doença, ela começou a imaginar e ter paixões por pessoas da cidade, como por exemplo, o médico Waldemar Pires Ferreira (foto), Dr. Antônio Quirino, Etiene e outros. No decorrer dos anos, a doença foi se agravando, Toinha foi perdendo vigor da vida e cedo envelheceu. Surgiu, então, o bendito apelido que a deixava bastante nervosa e furiosa; “noventa e nove”.
Era uma pessoa muito conhecida na cidade, andava muito pelas ruas e tinha como lugar preferido as repartições públicas, onde tinha passagem livre. Sempre visitava meu local de trabalho à procura de livros, cadernos e lápis, levando sempre consigo rosas, para me presentear. Andava limpa e com bijuterias, brincos, anéis, pulseiras e colares.
Guardo várias lembranças de Toinha, e uma delas foi quando, na cerimônia de casamento de Maria das Neves com Tarcísio Lira, ela lá estava. Para fazê-la feliz por alguns minutos e também tornar a cerimônia mais descontraída, convidei Toinha, com a permissão da noiva, para usar a calda do véu da mesma, formando na cabeça dela uma grinalda; a sua satisfação e alegria foram enormes, fato este registrado em fotografia.
Ela poderia está na maior alegria, mas, para que essa felicidade terminasse, bastava alguém chamar ou dizer ‘noventa e nove'; isso era suficiente para ela chamar palavrões ou “mundo cair”, ou também quando lhe perguntavam por um daqueles com os quais ela se dizia enamorar.
   Lembro-me também, confirmado por dona Erotildes, que o Dr. Iemirton Braga chamou-a de “noventa e nove” foi o suficiente para que ela apedrejasse seu carro, causando-lhe sérios prejuízos. Diante desse fato, o referido médico tratou de encaminhá-la para um tratamento na colônia Juliano Moreira em João Pessoa, o qual durou apenas seis meses.
Numa determinada madrugada, Erotildes e suas filhas acordaram ao ouvir alguém chamá-las por seus nomes; ao abrirem a porta tamanha surpresa sentiram ao se deparar com Toinha, acompanhada de uma enfermeira que tinha acabado de receber alta do hospital. Erotildes não pensou muito, acolheu-a como se fosse uma pessoa sua, ou como uma missão dada por Deus.
Toinha não era mais a mesma, estava mais velha, cadavérica, suja e com piolhos. Sentiram dó... Regina e suas irmãs ao verem a situação de Toinha trataram de dar-lhe os primeiros cuidados. Alimentando-se bem e com os devidos cuidados, ela foi se recuperando, o estado físico melhorou, menos a doença mental.
Apesar de ter sempre contato com o apoio e os cuidados da família Holanda, Toinha, em suas crises, ‘"tirava dos cachorros e jogava Holanda”, usando sempre a frase: “a lua falta uma banda, e quem comeu foi os Holanda”.
Para nossa surpresa e dos Holanda, no dia 31 de maio de 1993, Toinha veio a falecer em companhia de seus familiares. Ela teve uma trajetória de sofrimento, desprezo e dificuldades. Foi mais uma no meio de muitas “Antônias”, que, por ironia do destino, perdeu o de mais precioso do ser humano que é a saúde mental.
Esperamos que o nosso Pai Eterno tenha acolhido Toinha no céu, como dona Erotildes e suas filhas fizeram aqui na terra.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Zé Palmeira, deixou seu nome marcado no Olimpo político de Cajazeiras

     
     José Palmeira Sobrinho nasceu na cidade de Juazeiro do Norte casado com Dona Letícia eraçougueiro no mercado aonde hoje tem o seu nome,
     Consultado sobre Zé Palmeira como era conhecido, o ex-prefeito  Francisco Matias Rolim o definiu como uma pessoa entusiasta, comunicativo e disposto a agir tanto em seu benefício como em benefício de outrem. 
     Segundo Chico Rolim,  Zé Palmeira e dona Letícia tiveram 22 filhos, sem nenhum gêmeos, ou seja, 22 partos, muitos no mesmo ano, bastando completar os 9 meses da gestação. Ele pede quem pode informar se houve em Cajazeiras um casal com mais filhos?
     Continuando Chico Rolim, após consultas nos seus "papéis" comentou sobre a trajetória política do vereador Zé Palmeira, eleito pela primeira Vez em 1951, um fenômeno nesta eleição,  Dr. Waldemar Pires Ferreira, ele teria sido o mais, ficando com o segundo lugar. Outro detalhe histórico foi nesta legislatura eleita a primeira vereadora da história cajazeirense: Rita de Cassia Assis, eleita pela UDN.
     Zé Palmeira foi reeleito em 1959  como o terceiro mais votado, reelegendo sucessivamente até a legislatura de de 1969.
      Zé Palmeira veio a falecer na sua terra natal aonde voltou a morar, mas deixou seu nome marcado no Olimpo político de Cajazeiras.



      O cajazeirense Jozaque Silva, hoje residente em Manaus deu este depoimento sobre Zé Palmeira:

"Seis da manhã meu pai me mandava comprar carne na banca do seu Zé Palmeiras, depois tomava café e me mandava pro armazém, estudava no Gremio Escolar, Diretora Nicinha era carrasca..."

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Era no Tênis Clube o nosso maior carnaval!

Carnaval é a festa maior brasileira, era no Cajazeiras Tênis Clube a nossa maior festa!
Na foto o Bloco dos Signos que 
animava os salões do Tênis, 
vemos da esquerda para a direita: 
Jeanne, Fatima, Neide, Lena, Libia, Gorete.
Assinale quem você conhece!


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Rivaldo Antônio Santana - O Maestro.

Fonte: Blog Cajazeiras de Amor (Francisco Cleudimar F. de Lira)
O Maestro Rivaldo Antonio Santana (foto) era natural da cidade de Vitória de Santo Antão no Estado de Pernambuco. No início dos anos 60, aportou em Cajazeiras através de um circo onde era integrante do grupo de músicos do mesmo. Com a saída do circo, o maestro preferiu ficar na cidade, já que a mesma consolidava os primeiros acordes para formação de sua orquestra. Na banda cajazeirense, a sua primeira apresentação em público se deu na execução de duas peças, o Hino Nacional Brasileiro, com arranjos simplificados e o dobrado Capitão Caçula (Marcha do Soldado).
Já entrosado com os músicos locais, participando ativamente de monitorias para formação de fanfarras escolares, bem como, as atividades ligadas a músicas na cidade, o maestro Rivaldo Santana, decidiu compartilhar a sua experiência na área com outros municípios vizinhos, como foi o caso do trabalho feito a partir de 1962, na cidade de Ipaumirim, onde o músico praticamente fundou a Banda Municipal e dividiu também as suas habilidades de arranjador na formação da primeira orquestra de baile daquela cidade cearense, citada abaixo pelo músico Francisco Joaquim Farias.
Banda de Música de Ipaumirim/CE.
Foi no dia 07 de setembro daquele corrente ano de 1962 que a bandinha, pela primeira vez, fez ecoar seus acordes pelas ruas da cidade. Estava, naquela festiva data de comemoração da Independência, lançado em Ipaumirim aquele que foi, até o presente momento, o projeto que mais revelou talentos na arte, com alguns conhecidos em todo o Estado.” E acrescentou, “Essa Orquestra, que teve um copioso trabalho de ensaios, pela inexperiência dos músicos em atuar em um novo segmento, a música popular, teve a oportunidade de associar a qualidade notável dos arranjos do Mestre Rivaldo Santana.”
Sua grande colaboração a cultura de Cajazeiras é irretocável e foi reconhecida no brilhante trabalho que fez como professor de música, regente da filarmônica Santa Cecília e no coral João de Deus, que na época era ligado ao antigo NEC - Núcleo de Extensão Cultural, órgão vinculado  ao antigo Campus V da UFPB, pelo qual o maestro respondia pela coordenação de música. Formador de uma geração de músicos,
Rivaldo Santana foi um incentivador incansável da busca de novos talentos. Passou por quase todas as orquestras formadas na cidade, como fui o caso das orquestras “Chaveron” e “Manaíra”, onde o maestro deu sua colaboração como músico e arranjador.  A sua morte foi uma perca para a música cajazeirense. Ocorreu na cidade de Campina Grande, Paraíba, em setembro de 2006.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Professor Adauto Vieira



     Foi no Sítio Prensa, na época município de Sousa, hoje pertencente a Aparecida, que no dia 14 de novembro de 1919, nasceu Adauto Vieira da Silva. 
     Aprendeu as primeiras letras com o próprio pai, que era professor. No ano de 1955, fixou residência em Cajazeiras, onde prestou exame de admissão para ingressar no Colégio Comercial de Cajazeiras, onde concluiu o curso de Técnico em Contabilidade, em 1964. A sua turma concluinte é ainda hoje lembrada pela realização de uma famosa viagem ao Rio de Janeiro. Neste período era Diretor do Colégio Comercial o Monsenhor Vicente Freitas. 
     Adauto tornou-se professor de estatística após a transferência de Possidônio Moreira, que era agente fiscal do Estado para João Pessoa e foi aí que o Monsenhor Vicente Freitas o convidou para lecionar neste tradicional estabelecimento de ensino da cidade de Cajazeiras. Foi durante um longo período abnegado servidor do município. 
     Adauto foi também, a exemplo do pai, professor particular. Dava aulas, em Cajazeiras, a diversos alunos. Preparava-os para fazer o exame de admissão ao curso ginasial. 
     O professor Adauto exercia também uma outra atividade: era comerciante de roupas feitas e com o seu jeito sempre muito educado e solicito atendia aos seus inúmeros clientes.
     Adauto casou-se no dia 22 de novembro de 1953, com Dona Clotilde Moreira da Silva (in memoriam), na tradicional capela do Sítio Cipó, hoje município de Cachoeira dos Índios, tendo feito Bodas de Ouro de seu venturoso enlace matrimonial no ano passado.
     Deste casamento nasceram quatro filhos: Maria Salomé, solteira, reside em Cajazeiras, é licenciada em História pela Universidade Federal da Paraíba, não exerce a profissão e atualmente é comerciária; José Mário Moreira Vieira, formado em Administração de Empresas, reside em Jundiaí, Estado de São Paulo, onde é comerciante e é casado com Adorívia Vieira e tem dois filhos: Igor e Ananda; Clemente Moreira Vieira, Bioquímico, residente na cidade de Denise, Mato Grosso, onde exerce a profissão e é casado com Rosineide Vieira e tem dois filhos: Igor e Felipe e o quarto filho do casal é Inês, casada com Wilson, residentes em Teresina e tem dois filhos: Iasnaia e Wellinson.
   O professor Adauto residia há muitos anos na rua Dr. Coelho, em Cajazeiras e era um cidadão muitíssimo respeitado pelos seus ex-alunos, pelos amigos e pela sociedade cajazeirense. Foi um modelo de cidadão, digno de ser imitado e é sempre muito bom e gostoso conversar com ele sobre Cajazeiras e sua história. Adauto foi um cajazeirado que honra a cidade que escolheu para morar, trabalhar e viver com dignidade a sua aposentadoria de professor e comerciante. 
     Faleceu em sua residência no último dia 5 de dezembro, aos 97 de idade.

    GAZETA DO ALTO PIRANHAS - ED. 309 - 12 a 18/11/2004


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Péto - Saudades de um Gênio do Fetebol Sertanejo.

Primeira Imagem: Péto e Blu nos primódios do Santos Futebol Clube
Segunda Imagem: Anos 70 e 80. Peto ao lado de Garrincha
Palavras são apenas palavras e obviamente na geral elas são ditas para explicar, justificar ou determinar algo. Quando saem de mentes abalizadas, vivenciadas com fatos verazes que se quer definir sobre a genialidade de um atleta, tem o poder de estrepitar as maravilhas que esse mesmo fez em vida. No caso de Perpetúo Correia Lima - "Péto" (como bem dizia o apaixonado pelo futebol cajazeirense Zé de Sousa), elas saem do coração de quem se emocionou um dia com suas emblemáticas jogadas e finalizações. Seria como uma poesia que brota do íntimo de um poeta; um alumbramento de sentimentos, alegrias e saudosismo. 
Que não viu “Péto” jogar, é como se viesse a esse mundo e desconhecesse a alegria de viver. Ou enxergasse a luz e não o seu brilho. Nas palavras de Reudesman Lopes, “Péto” é contemplado assim:“Pouco vai se apagando o brilho desses olhos que foram vivos e faiscavam como as estrelas. Você foi uma espécie de gênio arrastado da terra, suas feições e gestos serão sempre inconfundíveis e já se perpetuaram na memória daqueles que te conheceram, justo, pelo afeto e admiração que tanto dedicavas a todos os teus amigos e familiares. Ontem à noite vi no firmamento pontilhado de estrelas que se apagavam pouco a pouco a luz dos teus olhos”. E finaliza o seu sentimento verbal sobre o ídolo máximo do nosso futebol, com direção certa: “tu nunca morrerás para nós, és um rochedo para teus amigos e amor para teus familiares, eternamente”.  
 João Marcelino Mariz afirma que: “Perpétuo foi o maior jogador da biografia futebolística de Cajazeiras. Para alguns, foi o melhor atleta de futebol da Paraíba de todos os tempos. Do sertão, afirmam, é certeza. Comentam que jogava com maestria. Passes perfeitos. Exímio cobrador de faltas. Artilheiro nato. Enfim, cerebral. Foi o guia do Santos de Cajazeiras, e também dos clubes por onde passou”.  
Para Eduardo Pereira Filho, que da geral do Estádio Higino Pires Ferreira, me parece, foi testemunha ocular das jogadas geniais do atleta; Perpetúo era preciso nos passos, um articulador e um demolidor de área adversária. Até parecia que Perpétuo tinha uma trena imaginária em seu cérebro que media a distância exata do percurso da bola até aos pés de seus companheiros. Era só Biu arremessar pra grande área e já vinha de frete Fuba, ou Blu, e dá uma cacetada de cabeça na bola para morrer dentro das redes. Essa é uma jogada clássica, é verdade, mas é preciso saber a hora do bote, é preciso ter a exatidão da bola esticada, e isso não era e não é pra qualquer um”.Finaliza: “A vibração demorada da torcida deixava claro para mim de que não se tratava apenas de uma pintura de Péto, e sim o seu complemento final”
Para os desportistas cajazeirenses Perpetúo Correia Lima, em vida, foi nosso maior embaixador no que se refere à arte de jogar futebol, de criar jogadas geniais. Era um apaixonado por Cajazeiras. Certa vez o empresário Deuzimar Cavalcante, do ramo automobilístico em viagem a negócios a São Paulofoi até o Parque Antarctica - sede do Palmeiras, possibilitar a ida de “Péto” para aquela agremiação esportiva. No encontro com os dirigentes do “verdão”, ficou acertada a sua transferência para a equipe paulista. Porém nosso intrépido craque não aceitou sua ida a cidade da garoa, alegando que amava sua terra e não concordava em sair, tanto era o amor a sua gente e por sua terra. Mesmo apegado a Cajazeiras, “Péto” ainda jogou River/PI, Quixadá/CE e em outros times do Juazeiro do Norte. Faleceu no ano de 1978, aos 39 anos de idade, deixando saudades a todos de sua rápida passagem pelo futebol cajazeirense.
 Santos Futebol Clube de Cajazeiras.
Em baixo, Péto é 4º da direita para esquerda da foto

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REUDESMAM LOPES é Comentarista Esportaivo da Rádio Alto Piranhas, Colunista Esportivo do Jornal Gazeta do Alto Piranhas e Professor de Educação Física da UFCG-Cajazeiras.
EDUARDO PEREIRA FILHO é Radialista cajazeirense radicado em Brasília e autor do Blog AC2Brasilia.
JOÃO MARCELINO MARIZ é Advogado membro da API/Sousa e colaborador do Site: sertaoinformado.com.br
FONTE: Blog Cajazeiras de Amor
 

sábado, 5 de novembro de 2016

Rafael locutor de rádio, o breve

Cumprindo plenamente os requisitos pelo seu bom timbre de voz, perfeita dicção e boa entonação, ele estava per- feitamente na condição de realizar o seu sonho de ser radialista e pertencer a robusta e famosa galeria destes profissionais cajazeirenses.
Isto o motivou a procurar Mozart Assis, proprietário da pioneira Difusora Rádio Cajazeiras e como exímio farejador de novos talentos não titubeou e o acatou o pedido.
Radiante e seguro que veria o seu sonho seria realizado e chegou à hora aprazada. Só que havia uma pedra no meio do caminho: o popular sonoplasta Jiquiri, filho do saudoso maestro Esmerindo Cabrinha que obedecendo às ordens de Mozart lhe entrega um longo texto noticioso para ser lido.
Grande Rafael
Era batata para o nosso querido Rafael, e não teve conversa, com a voz impostada danou-se a ler com tranqüilidade. Porém, havia outra pedra no caminho: uma palavra em Inglês! E Rafael gaguejou e fez sinal para Jiquiri tirá-lo do ar, mas como estava numa ressaca braba, mais dormindo que acordado, o nosso candidato a locutor não foi tirado do ar:
- Eita poorrraaa, caguei o pau!, exclamou o Rafael.
Mozart que tudo assistiu da sua sala, no desespero para o estúdio ainda a tempo de impedir que Rafael continuasse a dizer outros impropérios.
A carreira de radialista, natimorta, virou fumaça!  

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Eu e o velho Pita: Se botarem eu mando tirar!

  Meu último encontro com Dr. Epitácio foi no bar do Pirulito. A data não sei precisar, mas foi numa das minhas constantes idas a Cajazeiras, ainda não tinha sido descoberto, ou pelo menos não era público, o mal que le-varia o velho Pita para sempre. Quando estou em Cajazeiras fico no Bairro Sol Nascente num tugúrio, como definiu Dr. Frassales, num de seus artigos do Ga-zeta do AltoPiranhas,  a casa de Chico Rolim. Realmente muito modesta para quem foi Chico Rolim, grande empresário e político de Cajazeiras. Mas um bom refúgio!
    Mas voltando ao assunto numa das idas ao centro vejo Dr. Epitácio no Pirulito, não titubei, estaciono o carro e vou ao seu encontro. Fui recebido efusivamente. Sempre tive bom relacionamento com Dr. Epitácio, mesmo em épocas que ele estava politicamente em campo oposto à papai. Justiça seja feita, papai e Dr. Epitácio mesmo nesta situação jamais se agrediram, não era estes posicionamentos raivosos que vemos tantos nos dias de hoje.
Mas voltando ao assunto numa das idas ao centro vejo Dr. Epitácio no Pirulito, não titubei, estaciono o carro e vou ao seu encontro. Fui recebido efusivamente. Sempre tive bom relacionamento com Dr. Epitácio, mesmo em épocas que ele estava politicamente em campo oposto à papai. Justiça seja feita, papai e Dr. Epitácio mesmo nesta situação jamais se agrediram, não era estes posicionamentos raivosos que vemos tantos nos dias de hoje.
Dr. Epitácio foi nosso hóspede em São Luís. Veio com a Zarinha e foram dias ótimos conhecendo a cidade. Aconteceu um fato pitoresco, Dr. Epitácio passando pela ponte do São Francisco exclamou espantando: “Oxente, já vi de tudo na vida, mas hoje mesmo vi aqui cheio d’água e agora está seco! Para onde foi a água?”. Aqui há um fenômeno das marés que esvaziam até a altura de 7 metros no pico e é conhecida como as marés de sizígia, aliás, as de São Luís é a segunda maior do mundo. Embaixo da Ponte do São Francisco (ponte que liga o centro velho aos novos bairros da cidade) fica o Rio Anil, um fiapo de água lá embaixo, mas quando a maré enche, as águas chegam bem próximo ao vão da ponte, algo bem volumoso com mais de 1 km de extensão. Com a vazante fica somente o fiozinho de água do rio. Foi este fenômeno que causou o espanto. Sim, mas a vinda do casal não foi turismo, Dr. Epitácio vinha a missão de convencer papai a ser o seu candidato já que o mandato estava expirando. Convenceu, mas papai não obteve sucesso no pleito. Isto foi em 1988 ou 1989.
Voltando a bar do Pirulito, quando o lembrei que Cajazeiras ainda não tinha nada com o seu nome, ele retrucou:

- “Se botarem eu mando tirar!”. Senti o velho Pita ressabiado com a falta da lembrança.


                                         

sábado, 30 de julho de 2016

Cajazeirense é destaque no programa do Jô da Rede Globo

      Francisco Ferreira foi o fundador de dois teatros eróticos da Rua Aurora e autor do livro “Uma Rua Chamada Aurora”, baseado em sua própria história de vida. Francisco veio de Cajazeiras, na Paraíba, já teve dinheiro, perdeu, usou muita droga. 
     Hoje, superou tudo.
Visite o site: http://www.umaruachamadaaurora.com.br/






segunda-feira, 20 de junho de 2016

Numa tarde modorrenta, vendo quem passa!

Sem número) era garçon no tenis 1) 
2) Eudes Cartaxo;
3)
4) Ferreirinha.
Liduina Araujo de Oliveira: Ferreirinnha é o número 4
Maria Do Socorro Moreira: Eudes Cartaxo,Ferreirinha, e o primeiro um que era garçon no tenis
Rafael Holanda Lins: Eudes e Ferrerinha. A cidade de Cajazeiras, prestaria uma justa homenagem colocando "busto" de Eudes Cartaxo na praça João Pessoa. Quanto ao "velho" Ferrerinha, tem 100 prá frente, qualquer lembrança seria algo precipitado.
Nargila Cartaxo:  saudades de eudes cartaxo.
Kiara Duarte: Claudiomar, parabéns pelo blog! Muito legal a iniciativa de disponibilizar esses "retalhos históricos" da nossa cidade na internet! Todos podem contribuir enviando fotos?