quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Algumas correções necessárias da biografia de Júlio Marques na obra "Retalhos de Vidas"

         Cajazeiras deve muito a Pedro Lins de Oliveira pelo seu pro- fícuo trabalho histórico na sua obra "Retalhos de Vidas" (1986), em que ele narra seus quinze anos em Cajazeiras (ver o próximo post), mas para o bem do futuro é necessário algumas cor- reções em relação à biografia de Júlio Marques do Nascimento:
       Ele registra: Elegeu-se vereador pela primeira vez em 1928”. Não posso confirmar por não dispor deste dado.
          Continuando: “Com a mudança do regime somente vol­tou a disputar outra vere- ança, elegendo-se su­cessivamente por duas ou três vezes, nas déca­das de cinquenta e ses- senta, pela legenda do ve­lho PSD, do Senador Ruy Carneiro, de cujo Di­retório Municipal foi fundador.” Aqui há er- ros crassos. Em 1947 Júlio Marques do Nascimento não foi candidato. Elegeu-se inicialmente pela UDN, nas legislaturas de 1951 e 1955, na seguinte, em 1959 é que foi eleito pelo PSD, mas sua votação foi esquálida, ficando no último lugar com 206 votos.
Não mais conseguiu voltar à edilidade cajazeirense. Em 1963 foi sua última tentativa, mas em 11 vagas cravou o 15º lugar com apenas 172 sufrágios, também pelo PSD. Júlio também não ousou lograr a presidência, a única tentativa ele foi derrotado pelo colega Donato Braga.
Outro fato inusitado da vida política de Cajazeiras foi a eleição de Dr. Waldemar Pires Ferreira, médico, figura estimadíssima e conhecido pelas suas excentricidades (foto). O candidato a prefeito era um “nobre”, figura simpática e calma, Antonio Cartaxo Rolim, muito conhecido como Antonio Rolim Careca, concorreu e venceu a eleição contra Acácio Rolim Braga, perdedor contumaz. Usando de uma artimanha lançaram a candidatura de Dr. Waldemar que assim engordaria a legenda partidária, o que de fato aconteceu.
Dr. Waldemar teve uma votação estratosférica garantindo êxito dos articuladores da ideia. Só que Dr. Waldemar jamais foi tomar posse e, pela sua ausência, o juiz empossou Júlio Marques.
Outra possível correção é o relato de cursos para costureiras, que, segundo Pedro Lins, eram cerca de 180 alunas. O possível que falo anteriormente é que consultando Chico Rolim, comerciante e o à época o maior vendedor de máquinas de costuras, ele não se lembra deste fato, além de que ele tinha 107 costureiras que ele fornecia o tecido para eles devolvem peças de vestuário prontas em troca, claro, de uma remuneração pecuniária. Ora com todo este envolvimento Chico Rolim simplesmente declara  não ter a mínima lembrança.
  

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